O debate de ideias e as “verdades absolutas”

Nesta edição, relatamos em nossa matéria de capa a diminuição de casos de Covid-19 em idosos acima dos 71 anos, essa é uma ótima notícia para uma sociedade entristecida pelas mortes e também pelas dificuldades econômicas para a grande maioria dos brasileiros.

Também tivemos na última semana e para as próximas, o fechamento completo dos comércios e supermercados durante o fim de semana. Outra medida de contenção do vírus serão as barreiras sanitárias que serão instaladas nas cidades de São Roque, Ibiúna e Sorocaba. Além dessas medidas, cidades como Araçariguama e Sorocaba vão iniciar o polêmico “tratamento precoce”, que segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não existe medicamento comprovado cientificamente para o combate à Covid-19.

As medidas dos prefeitos em implantar o tratamento vêm depois do aumento de casos na região e a falta de leitos para suprir a demanda de infectados. Entre esperanças e incertezas, o povo brasileiro segue lutando todos os dias, como dizia meu avô, “estamos todos na mesma enchente, mas em barcos diferentes”. Independentemente da classe social, visão política ou científica, o momento é de união e misericórdia, de ajudar o próximo, de não julgar e sim orientar, ensinar e passar o conhecimento.

Nos tempos atuais, o debate e respeito de ideias não sentam mais à mesa. O conhecimento está parando em bolhas invisíveis de “verdades absolutas” que impedem uma discussão justa e consciente para o bem da sociedade. Como diz o filósofo e professor Mario Sergio Cortella, “o conhecimento serve para encantar as pessoas, não para humilhá-las”.