Paciente curado de COVID-19 na Santa Casa agradece equipe médica: “Aqui em São Paulo morre gente a toda hora sem atendimento”

Cleyton Luiz Corredeira, de 39 anos, estava na cidade de São Roque à trabalho quando começou a sentir os primeiros sintomas do COVID-19, como a falta de ar. Ao chegar à Santa Casa de Misericórdia de São Roque, precisou ser internado às pressas. Por pouco mais de 10 dias precisou ficar hospitalizado e viveu momentos difíceis. “Vi a morte de perto”, contou.

Agora recuperado e em casa com sua família, Cleyton fala sobre gratidão à todos os profissionais que cuidaram dele e fizeram com que ele voltasse para a casa com vida e saúde. “Eu queria agradecer pela hospitalidade, pela capacidade médica, pelos que os médicos foram comigo na Santa Casa de Misericórdia de São Roque. A Santa Casa foi muito mal falada por pessoas da própria cidade e eu não sou da cidade. Estava como turista em passagem, à trabalho na cidade, e eu passei muito mal, sob a suspeita do coronavírus, do COVID-19. A Santa Casa não é nada daquilo que me falaram: os médicos são excelentes mesmo, de verdade, são competentes, capacitados, merecem valores e fora isso, os funcionários também”, destacou.

Cleyton conta que deu entrada no hospital com falta de ar, pressão alta, e com a suspeita da COVID-19, e que ele sofreu uma queda devido aos sintomas, chegando ao local com olhos roxos e rosto inchado. “Eu espero que a cidade mude sua percepção com a Santa Casa, porque o hospital me atendeu super bem. Fiquei no oxigênio logo que cheguei devido à falta de ar e foram feitos todos os testes em mim. São pessoas muito decentes. Me colocaram em uma área de isolamento de COVID-19, com a estrutura muito bem alicerçada, bem formada”.

Ele, que é morador de São Paulo, destacou ainda a dificuldade nos hospitais das grandes cidades. “As pessoas não sabem o que dizem na cidade, falaram mal do hospital, do acolhimento. Fala para essas pessoas saírem daí um pouco e virem até a capital pra ver se eles conseguem atendimento, um hospital, um médico e um enfermeiro decente, uma pessoa que dê atenção à eles, para aprenderem a ver o que é passar um sofrimento. Aqui em São Paulo morre gente a toda hora porque não tem atendimento, não tem prestação de serviço igual ao de vocês aí”, elogiou.

Agora curado, em casa, com a família, Cleyton carrega a eterna gratidão por ter vencido essa batalha com a ajuda de todo o pessoal da Santa Casa de São Roque. “Tanto [funcionários] da recepção até a cozinha, como o pessoal da limpeza são pessoas muito educadas. A Santa Casa não é aquilo que falam, é um lugar muito bom, é um hospital maravilhoso, os técnicos de enfermagem, as enfermeiras e os enfermeiros, os médicos, a segurança, todos trabalham da mesma forma e são pessoas muito boas. Devo muito, também, ao doutor Fernando David Freir, ele me ajudou, atendeu muito bem, é um senhor muito educado, capacitado para o seu cargo. E eu gostaria de prestar uma homenagem à Santa Casa, pois é um hospital muito bom. Eu adorei sair curado daí, com a minha saúde em dia. Eu cheguei com o meu pulmão quase parando, eles fizeram de tudo e atualmente estou bem, perto da minha família, com meus filhos, graças à Deus e primeiramente, graças à equipe médica e aos funcionários, todos da Santa Casa de Misericórdia de São Roque”, finalizou.