Polícia Civil São Roque detém mulher que inventou gravidez para familiares de militar morto

Na última sexta-feira (1) policiais civis de São Roque conseguiram localizar e deter a investigada G.T.A., de 39 anos, divorciada, desempregada e residente em São Roque.

Consta que a família de I. H. O. R., militar da aeronáutica falecido em 05/07/2018 em São Roque, depois de um acidente de trabalho, começaram a ser procurados pela investigada que na época, disse que era namorada do militar que inclusive estava grávida de gêmeos.

Na época, o próprio militar disse que se os filhos realmente fossem dele ele iria assumi-los, porém, não iria continuar a se relacionar com a mulher.

Depois da morte do militar, os familiares comovidos com a suposta gravidez passaram a auxiliar financeiramente a mulher.
Com o passar do tempo, a família começou a desconfiar das condutas e atitudes da investigada que começou a cair em contradição com a gravidez dos gêmeos inclusive mostrava fotos das crianças recém-nascidas bem como mostrava exames médicos que comprovavam a suposta gravidez.

Os familiares passaram a desconfiar ainda mais da gravidez, pois para cada familiar ela dava uma versão sobre a gravidez dos gêmeos.

Primeiramente, disse que teriam nascido no Hospital Samaritano e que as crianças teriam falecido durante o nascimento e que tinham sido cremadas no mesmo dia.

Um dos familiares procurou a Polícia Civil de São Roque e os agentes passaram a investigar o caso. Após as denuncias, os policiais conseguiram localizar a investigada.

Ela foi conduzida ate a Delegacia de São Roque e durante o interrogatório a princípio confirmou a versão da gravidez, contudo, entrou em muitas contradições sobre os fatos.

No seu aparelho celular foram encontradas várias fotos de crianças gêmeas recém-nascidas, bem como fotos de hospitais, fotos essas, que eram enviadas para os familiares do militar sobre a suposta gravidez.

Durante o interrogatório a investigada declarou ser “biomédica”, contudo, depois das contradições, acabou confessando que nunca foi biomédica e também que nunca houve a suposta gravidez. A mulher disse estar arrependida de ter enganado os familiares do militar.

A Polícia Civil irá ouvir mais familiares para fazer o levantamento de quanto foi o prejuízo, bem como a será investigada a conduta da autora em participação em outros golpes e também a eventual participação de outras pessoas no golpe.
Foi instaurado inquérito policial e a investigada deverá ser indiciada pelo delito tipificado no artigo 171 do CP.