Instalação de dispositivo que retira ar das tubulações e reduz valor de conta de água é sugerida em Projeto

A Sabesp, responsável pelo saneamento básico e fornecimento de água potável em São Roque, é uma empresa de sociedade anônima e economia mista, sendo seu principal acionista o Governo Estadual.

Cabe ressaltar que o custo do fornecimento de água em São Roque é mais caro que em diversos outros municípios por causa do relevo e da topografia. Por esta razão, o sistema é composto de mais de 36 Buster (bombas) que entram e saem de operação durante todo o dia, pressurizando a água em suas tubulações juntamente com ar.

Esse sistema é mais custoso porque usa energia elétrica e por causa da necessidade de manutenção frequente nas bombas, o que prejudica também os consumidores por causa do ar gerado nas tubulações durante a partida e parada das bombas, alterando os valores registrados e pagos pelos consumidores, ainda que a Sabesp diga que não é real e que o sistema tem dispositivos que impedem que isso aconteça.

Há alguns meses, o vereador Julio Mariano instalou um dispositivo “eliminador de ar” junto a boia da caixa d´água da sua residência, e observou uma redução de 25% na sua conta. Julio conta que existe um outro dispositivo que pode ser instalado antes do relógio de água, cuja eficiência é muito maior, podendo reduzir em até 40% a conta de água, mas que este não pode ser usado sem autorização da Sabesp porque deve ser instalado antes do hidrômetro e é justamente sobre este de que trata o Projeto de Lei que propôs.

Com o objetivo de permitir à população a instalação dos aparelhos “eliminadores” de ar antes do cavalete, tramita na Câmara Municipal o Projeto de Lei do vereador Julio Mariano que pretende, por força de Lei, (assim como já existe em outras cidades), que a empresa autorize o uso destes dispositivos pelos consumidores.

Ele explica que este é um assunto polêmico, uma briga de “Sansão contra Golias” e que existem estudos dizendo que o aparelho não diminui a conta de água, porém, também há muitos depoimentos de que o aparelho realmente funciona e tem um custo baixo, em torno de R$60. “Antes de apresentar o Projeto de Lei, comprei um destes dispositivos e testei. Acredito que justamente por conta da nossa topografia, do entra e sai da rede em operação, a eficiência destes aparelhos tende a ser muito maior em nossa cidade. Não acho justo pagarmos pelo que não consumimos e espero que o Projeto de Lei seja aprovado para benefício de toda a população”, finaliza o vereador Julio Mariano de São Roque.