Professor Elcio


Elcio Roque Boccato – ou simplesmente professor Élcio, como foi mais conhecido, deixou uma lacuna cujo vazio ficará para sempre. Seu falecimento tornou o mundo mais pobre, pois perdeu um obreiro de grande magnitude. Gostava muito de futebol e era torcedor assíduo do São Paulo, e quem não se lembra do mau humor declarado que expressava quando seu time perdia. Quando isso acontecia, o dia seguinte demorava em começar, pois parecia que o mundo havia acabado. Na redação do Jornal O Democrata, do qual foi por décadas seu diretor, logo após um grande jogo, sua chegada era esperada com alegria, pois todos queriam ouvir suas queixas sobre a atuação do maldito juiz, ou sobre a superioridade de seu time. Havia até um grande gozador, que quando o São Paulo perdia, ele trazia o hino do adversário para ativar sua ira. O carinho que todos sentiam por ele era indescritível, e agora, com sua irreparável ausência, a alegria nunca mais será a mesma.

Difícil encontrar alguém da velha geração que não o conheça, pois muitos deles foram seus alunos. Os mais velhos lembram-se da primeira escola da Vila Nova São Roque, que foi construída e inaugurada no ano de 1977/1978 pelo prefeito Quintino de Lima, da qual Élcio foi seu diretor. Tempo difícil, pois a mesma contava no início apenas com uma sala, uma cozinha e dois banheiros e uma área ao redor. Localizava-se entre as ruas Fernandópolis, Dracena e Campo Limpo.

Em sua coluna, ele dava vida a personagens divertidos, como o da formosa loira, que com seu trejeito picante, revelava segredos que estavam bem ocultos, ou o do passarinho verde, seu preferido, sempre trazendo novidades.

Sempre presente em todos os acontecimentos sociais, desde uma simples reunião, a um evento maior, coisa que ele não pôde mais fazer nos últimos tempos, marcando assim sua imagem de homem dinâmico e entrosado em todos os assuntos. Sua ausência com certeza será muito sentida.

Deixou grande exemplo de cidadania, participando ativamente em todos os assuntos de interesse social, pertinentes ao município de São Roque ou ao país. Nunca foi omisso, pois sempre cumpriu seu papel de cidadão, coisa que hoje infelizmente não é levado a sério por todos.

Culto, de boa índole, prestativo, justo, generoso, honesto…as qualidades que nortearam sua existência foram muitas, e deixarão boas recordações.

Deixo aqui minha homenagem ao grande irmão, que foi para o oriente eterno e lhe envio também meu tríplice e fraternal abraço, como forma de agradecimento por tudo que nos proporcionou nesse plano terreno.