Remando contra a correnteza

A vida é composta de situações que se formam de acordo com o desenrolar das atividades humanas. Tudo que fazemos terá resultados futuros que se manifestarão mais cedo ou mais tarde na nossa escala de tempo. Essas situações possuem proporções diferenciadas, e, tal qual um fluxo d’água, podem ter o volume de um pequeno filete, ou de um rio caudaloso. No primeiro caso, é fácil vencer a resistência e fazer um percurso contrário, porém, no segundo, a força da natureza é imperiosa, e aquele que insistir em lutar contra, não fará outra coisa além de tumultuar o meio em que se encontra. Poderá conseguir alguma vitória, mas essa será de curta duração, uma vez que o poder da correnteza é inexorável.
O mesmo acontece em todas as atividades humanas, e sempre encontraremos aqueles que querem fazer o caminho inverso lutando contra as tendências dos acontecimentos. Vemos isso acontecer constantemente, e nos deparamos com situações patéticas que demonstram o quanto a obstinação de alguns pode causar grandes danos aos demais.

Na política temos um bom exemplo disso, observando a teimosia de políticos que insistem em fazer valer suas vontades, não importando se as mesmas causarão ou não danos à sociedade a que pertencem. Vemos isso acontecer no Brasil, com um ex-presidente de carreira falida, que quer fazer valer suas vontades, mesmo que as mesmas possam ferir toda a nação, sendo levado em conta não uma ideologia, mas sim a sede pelo poder. O mesmo está acontecendo nos Estados Unidos com as presepadas de Trump, que luta para se manter no poder, na Espanha, com as intenções dos catalões, liderados por Puigdemont, em conseguirem a separação do país, na Bolívia, com Evo Morales, tentando dar um golpe na liberdade do povo, assim como o faz Maduro na Venezuela, oprimindo a população etc.

Nas comunicações, o homem está mais que nunca interligado com seus semelhantes, formando qual uma teia de aranha, o que é simbolizado pelo nome internet, e, mesmo assim, há aqueles que querem brecar essa tendência de comunicação mundial, tal como o faz o líder da Coréia do Norte, Kin Jong-un, cerceando todas as informações ao povo do país do qual se apoderou.

No quesito saúde, o homem vem perdendo feio frente aos muitos surtos que atacam a humanidade, como as ocorrências do Ebola na África, ou os casos de dengue, zika e agora, a febre amarela no Brasil. Por mais que tentemos combater os mosquitos transmissores, os mesmos mostram que são mais poderosos, e que sua vitória é apenas uma questão de tempo, a não ser que o homem mude o curso das águas, não seu poderoso fluxo.

A obstinação em “remar contra a correnteza”, pode muitas vezes levar a resultados desastrosos.