Dia Internacional de Combate ao Câncer infantil lembra que doença tem alta chance de cura

Nesta segunda-feira (15/2) foi comemorado o Dia Internacional de Combate ao Câncer Infantil, que acomete crianças e adolescentes de 0 até 19 anos de idade. A principal causa do adoecimento se dá por mutações de células embrionárias, principalmente no sangue e no cérebro. Sua chance de cura é de 70%, segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).

Apesar disso, hoje a patologia representa a maior causa de mortes no público infantil, com cerca de 8% de participação nas fatalidades. O Brasil registra cerca de 2.500 mortes por ano de câncer infanto-juvenil, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Conforme estimativas do mesmo instituto, cerca de 8.500 diagnósticos foram feitos em 2020.

Diagnóstico precoce

Um diagnóstico precoce auxilia no combate à doença, sobretudo por conta dos tratamentos utilizados para um câncer mais avançado, como a radioterapia, que podem gerar sequelas para os jovens ao longo da vida.

Por outro lado, o jovem pode responder melhor ao tratamento por não possuir problemas de saúde de um adulto ou por não ter acumulado exposição a fatores ambientais, como a irradiação solar ou a poluição do ar.

Para a deputada Janaína Paschoal (PSL), a família deve buscar ajuda médica especializada nos primeiros sinais de algum problema crônico: “Se existir algum sangramento persistente, por exemplo, deve-se procurar um pediatra e, sobretudo, não se deve ter medo do diagnóstico.”

Dentre possíveis sintomas do câncer infantil estão a palidez e falta de energia, a aparição de nódulos ou inchaços incomuns ou uma dor progressiva. Todavia, eles podem variar de pessoa para pessoa.

Política Estadual Pela Primeira Infância

Em 2020, a Assembleia Legislativa paulista aprovou o Projeto de Lei 1.027/2019, de autoria da parlamentar Marina Helou (REDE), que cria princípios, diretrizes e competências para a formulação e implementação de políticas públicas para a primeira infância pelo Estado de São Paulo.

A autora da proposta defende que uma atenção especial na saúde para as crianças de um a seis anos de idade, além de reduzir a mortalidade infantil, contribui com o desenvolvimento como cidadão.

Fonte: Assembléia Legislativa de SP