Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial: Cardiologistas apontam riscos do descuido com a hipertensão arterial

Esta segunda-feira (26) é marcada pelo Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. A doença, chamada popularmente de pressão alta, é crônica e não transmissível. Ela é definida por níveis de pressão acima de 140/90 mmHg de forma persistente, ou seja, quando é medida com esses índices por mais de duas ocasiões.

A cardiologista do Hospital Cardiológico Costantini, Dra. Fernanda Raquel Tavares, explica que, a longo prazo, a hipertensão faz uma inflamação no vaso, que causa uma rigidez, e, consequentemente, ajuda a formar placas ateroscleróticas, aumentando o risco de infarto e AVC. Estas lesões também podem atingir os rins, o encéfalo e o coração.

Segundo a especialista, é importante que se tenha um diagnóstico precoce e que o cardiologista trabalhe com medidas de profilaxia. “A hipertensão não tem cura, então, quanto antes conseguirmos diagnosticar e iniciar o tratamento, menor é a chance de progressão para eventos cardiovasculares graves. Além disso, é necessário combater o sedentarismo e a obesidade e diminuir a ingestão de sódio, que são fatores de risco para a hipertensão”.

Durante a pandemia, o hospital constatou que o número de consultas para o acompanhamento da hipertensão arterial caiu, o que ligou um sinal de alerta em toda a equipe médica. “Muitas pessoas deixaram de fazer suas visitas de rotina, além de aumento do nível de sedentarismo e ganho de peso. Tudo isso eleva os níveis de pressão dos pacientes. Isso se torna, inclusive, um fator de risco para a própria Covid-19. É importante que a pessoa saiba que a chance de contrair o coronavírus no consultório, que é um ambiente extremamente controlado, é muito pequena”, explica Tavares.