Dor nas costas é a 5ª maior causa de afastamento do trabalho; Saiba como se cuidar

Um levantamento feito pelo Ministério do Trabalho revelou que a dor nas costas é a 5ª maior causa de afastamento do trabalho por mais de 15 dias, ficando atrás apenas de lesões e fratura nos braços e pernas. Em 2017 foram registrados cerca de 12 mil casos de dorsalgia.

No Estados do Acre, Alagoas, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí e Rondônia, a incidência foi muito maior do que outros tipos de lesão, e a dor nas costas aparece em primeiro lugar, incluindo as causadas por acidente de trabalho.

De acordo com a publicação, as atividades que envolvem o movimento manual de cargas estão entre as que mais oferecem risco de lesões nas costas ao trabalhador. A seguir, aparecem as funções em que seja necessário que o trabalhador fique na mesma posição por longos períodos.

Ainda segundo o Ministério do Trabalho, as ocupações que geram mais afastamentos por dorsalgia são: as de entrega de correspondências, transporte rodoviário de longas distâncias, fabricação de automóveis, frigoríficos, comércio atacadista de bebidas, coletas de resíduos, construção civil e atividades de atendimento hospitalar. Isso, considerando as empresas com mais de 50 mil vínculos empregatícios.

Como evitar as dores nas costas

Por lei e até mesmo por uma questão ética, o ideal é que as próprias empresas criem um ambiente de trabalho que ofereça as melhores condições para os funcionários, independente do cargo que ocupe. Para isso, é preciso considerar as normas de produção, ritmo de trabalho, tempo em que o funcionário permanece no espaço e conteúdo das tarefas, de forma que se encontrem soluções para proporcionar conforto e segurança.

Na prática, nem sempre isso acontece, portanto, veja alguns cuidados que podem ser tomados individualmente a fim de evitar as dores nas costas:

Alongamento

Para quem faz atividades repetitivas ou precisa ficar boa parte do tempo na mesma posição, o alongamento é crucial para aliviar as dores no corpo inteiro. Faça algumas pausas ao longo do dia – pelo menos duas vezes – para alongar. É preciso que esse vire um hábito diário, a fim de prevenir os sintomas.

Praticar exercícios físicos

A prática de exercícios físicos auxilia a descarregar a tensão e relaxar o corpo. Além disso, o sedentarismo deixa os músculos mais fracos, facilitando a ocorrência das dores. Por isso, acrescente no seu dia a dia a prática de alguma atividade física. Pode ser caminhada, corrida, bicicleta.

O importante é se movimentar. Os exercícios físicos, além de serem um aliado contra as dores – se feito corretamente e sem exageros – trazem um monte de outros benefícios para o corpo, como a melhora da circulação, queima de gordura, liberação de hormônios importantes para a saúde, entre outros.

Postura adequada

Tente sempre manter uma postura adequada para a atividade laboral que você desenvolve. Se trabalha sentado, por exemplo, mantenha a coluna reta e quadris e joelhos em posição de 90 graus. E lembre-se sempre de fazer pausa ao longo do dia. Já para quem precisa carregar peso, o ideal é tentar distribuí-lo da melhor forma para não sobrecarregar as costas. Mas o mais correto é apostar em exercícios que fortaleçam os músculos do braços, abdômen, pernas e costas.

Faça exercícios de respiração

Pode até parecer que não, mas o ato de respirar profundamente contribui muito para melhorar as dores na coluna, principalmente na região lombar. Isso acontece porque o diafragma exerce um papel importante no controle da coluna, agindo como um estabilizador.

Ao respirar usando o diafragma, atua não só ele, mas também os músculos abdominais, peitorais e dos ombros. Na respiração pelo diafragma, é a barriga que se movimenta e não o pulmão.

Escolha o colchão correto

Existem várias opções no mercado: começando pelos colchões de ar, passando pelos de molas soltas, molas ensacadas, de espuma, etc. A escolha do produto certo é individual, mas o ideal é que não sejam nem muito macios, nem muito firmes, pois não garantem o apoio necessário para o corpo e pode ser a causa para dor nas costas.

Fonte: ND+