Seu sorriso é a parte mais importante da sua beleza, diz pesquisa

Sabe a história da primeira impressão – aquela de uma fração de segundo – ser a que fica? Pois bem, se a primeira impressão de alguém sobre você for que você é bonito, agradeça ao seu sorriso.

Segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Brasília, em parceria com a Universidade Federal de Goiás, o sorriso é o componente de maior impacto em rostos masculinos, contribuindo com 38% da beleza percebida nas nossas faces. Em seguida vêm olhos (14%), queixo (9%) e nariz (2%).

O segredo? Sorrir. Com os rostos sérios, os números mudam. Neles, a maior contribuição para a beleza é dada pelos olhos, com 22%, seguidos pela boca, com 18%, e por queixo e nariz com, respectivamente, 8% e 2%. Segundo a dentista Virna Patusco, coautora do estudo, boca e olhos exercem esse importante papel porque são os principais centros de comunicação da face. “Pelos olhos é possível perceber, por exemplo, se alguém está concentrado ou com raiva. Pela boca e sorriso são manifestadas emoções positivas, como alegria, amizade, simpatia e sociabilidade”, diz.

Beleza vem de dentro

Segundo o orientador do estudo e pesquisador coleborador do programa de Pós-Graduação em Odontologia da UnB Jorge Faber, “a beleza, às vezes, é associada a algo de pouco valor ou fútil. Entretanto, há evidência sólida de que ela está muito relacionada à qualidade de vida do indivíduo – o que, em última análise, é o pano de fundo deste trabalho”, resume.

Ele explica que a amostra da pesquisa reuniu 86 homens, de 19 a 30 anos. Foi pedido aos participantes que sorrissem enquanto suas faces eram fotografadas frontalmente, seguindo sempre o mesmo padrão de cores e posições. Além da foto completa da face, foram produzidas imagens com recortes padronizados dos subcomponentes faciais a serem analisados – como olhos, nariz, boca e queixo.

Para o pesquisador, o objetivo do estudo não é reforçar padrões de beleza, mas dar respaldo científico a profissionais de saúde. “É importante que os tratamentos estéticos e terapêuticos não estejam baseados na intuição ou bom senso do profissional, mas contem com tomadas de decisão embasadas cientificamente e pacientes sempre muito bem esclarecidos”, afirma.