A Venezuela concentra a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, com cerca de 303 bilhões de barris, segundo a Energy Information Administration (EIA), superando Arábia Saudita e Irã. Apesar do potencial, grande parte do petróleo é extrapesado, o que exige tecnologia avançada e altos investimentos, hoje limitados por sanções internacionais e infraestrutura deteriorada.
A produção venezuelana caiu drasticamente nas últimas décadas, passando de 3,7 milhões de barris por dia em 1970 para um mínimo de 665 mil barris diários em 2021, com recuperação parcial para cerca de 1 milhão de barris por dia recentemente — menos de 1% da produção global. O petróleo segue como base da economia do país, respondendo por mais de 90% das exportações entre 1998 e 2019.
Sanções impostas pelos Estados Unidos afetaram diretamente a estatal PDVSA, reduzindo investimentos, manutenção e acesso a capital. Em 2024, a empresa faturou cerca de US$ 17,5 bilhões com exportações, segundo a Reuters, destinando mais de US$ 10 bilhões ao Tesouro venezuelano em impostos e royalties. Apesar de impulsionar o crescimento econômico recente, a forte dependência do setor mantém o país vulnerável a choques externos e tensões geopolíticas.

