A que reino pertencemos?

Conta-se que Guilherme, um imperador alemão visitando os alunos de uma pequena escola na zona rural, foi recebido com alegria e homenagem. O imperador feliz observou que os alunos eram inteligentes e assim se colocou no meio deles e desejou divertir-se com as crianças. Segurando uma laranja perguntou ao grupo: Qual de vocês seria capaz de me responder a que reino pertence esta fruta? Ao reino vegetal, respondeu uma garota de olhos brilhantes e muito comunicativa. Surpreendido e satisfeito, exclamou o visitante. Bem, se você me responder mais duas perguntas de forma correta, eu lhe darei uma medalha de prêmio.

A menina ficou feliz e disse: aceito o desafio. O imperador tirou uma moeda do bolso e disse: esta moeda pertence a que reino? Ao reino mineral. Está certo. E eu, a que reino pertenço? – continuou Guilherme. Houve um rápido momento de silêncio. Os colegas se entreolharam e a garota perdeu o sorriso. Ficou séria e o constrangida. É que a pequena teve medo de ofender o imperador dizendo-lhe pertencer ao reino animal… Puxa, pensou ela, mas perder a medalha é que não me agrada nem um pouco. Então, de repente uma resposta lhe veio à mente, e o lindo sorriso iluminou seu rostinho. Ela vitoriosa respondeu: o senhor pertence ao reino de Deus, professores, colegas e toda comitiva que acompanhava o imperador, não sabiam a quem admirar mais, se a engenhosa e verdadeira resposta cristã que a menina deu, ou a nobre atitude do imperador que entregou o prêmio, e com a voz embargada, acrescentou profundamente emocionado: Que seja eu digno desse reino, minha filha!

Na escola aprendemos que o homem é um mamífero e pertence ao reino animal. De fato, não somos tão diferentes de algumas espécies inferiores. O que nos destaca é o avanço intelectual. No entanto quando falamos dos relacionamentos pessoais parece que o nosso adiantamento não é tão grande assim, pois somos capazes de prejudicar, ofender, e agredir um  semelhante. Uma voz íntima, tal como intuição nos convida todos os dias a deixar a condição de animalidade. O conforto material de um modo geral, não nos oferece felicidade. O que está faltando realmente é o progresso moral, espiritual. Há um vazio em nó que só será preenchido quando nos aproximarmos de Deus. Necessário então, um esforço maior na disciplina das emoções e dos sentimentos. E o caminho mais rápido para isso chama-se Jesus.

O Divino Mestre edificou sua doutrina, solidificando a verdade na pedra angular do edifício da salvação: Amor de Deus sobre as coisas e ao próximo  como a si mesmo, pois fora da caridade não há salvação. No reino de Deus impera o respeito a dignidade, a honestidade, a fraternidade, a paz, a alegria, a caridade com alma do amor, a fé racionada, onde todos buscam  de boa vontade conhecer e executar as Leis do Pai Celestial que é infinito. Então, a que reino devemos buscar? Jesus disse a Pilatos: Meu reino não é deste mundo. Se o mestre é Caminho, Verdade e Vida, quem seguir os ensinos e exemplos de Jesus, está caminhando para entrar  no Reino de Deus!

Centro Espírita, Fé e Caridade – Rua Comendador Inocêncio, 56 – São Roque/SP