AgroNotícias por Mauricio Picazo Galhardo

A alta do dólar promoveu a exportação do grãoe Brasil teve que importar soja dos Estados Unidos

Navio Discover atracado do porto de Paranaguá                                                                                     Foto: Claudio Neves /Agência de Notícias do Paraná
PARANAGUÁ

O Porto de Paranaguá realiza, a primeira operação de importação de soja. O navio Discoverer trouxe 30,5 mil toneladas do produto, dos Estados Unidos, para abastecer o mercado interno brasileiro. Apesar de ser considerado pequeno, este é o maior volume comprado pelo Brasil dos EUA desde 1997. “O Brasil é um gigante na produção de soja, mas o preço do produto no mercado internacional, aliado às vantagens cambiais, fez com que praticamente toda a produção fosse vendida ao exterior. Com isso, foi necessário importar o grão para atender a demanda interna”, explica o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
SOLOS

O conhecimento dos solos do Cerrado foi o primeiro e fundamental passo para transformar a região no celeiro de grãos do Brasil. Esse é um grande exemplo da importância da pesquisa de solos para a agropecuária. É com o objetivo de fortalecer cada vez mais a produção agrícola que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento lançou a plataforma tecnológica do Programa Nacional de Levantamento e Interpretação de Solos no Brasil (PronaSolos).
CRESCIMENTO

Nos últimos 47 anos, a agropecuária cresceu em média 3,22% ao ano. Entre os censos de 2006 e 2017, a taxa de crescimento aproximou-se de 4,3%, superando Estados Unidos (1,9%), China (3,3%), Chile (3,1%) e Argentina (2,7%). De 1995 a 2017, o Valor Bruto da Produção dobrou, sendo que a tecnologia foi responsável por mais de 60% desse crescimento. Esses são alguns dos dados do livro Uma Jornada Pelos Contrastes do Brasil: Cem anos do Censo Agropecuário, lançado dia (1º), em Brasília.
PRESIDENTE

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), durante reunião na terça-feira (1), elegeu a composição da nova diretoria que toma posse no próximo ano. O atual vice-presidente, deputado federal Sérgio Souza (MDB-PR) foi eleito para comandar o colegiado durante o biênio 2021/22, a partir da transmissão do cargo, marcada para fevereiro de 2021. Em 2019, a FPA alterou o estatuto e retornou ao antigo formato para que cada presidente permaneça no mandato por dois anos.
ARROZ

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) debateu, a conjuntura do mercado de arroz e a isenção da Tarifa Externa Comum (TEC) para importação do produto fora do Mercosul, que se encerra no dia 31 de dezembro. O assunto foi discutido durante a reunião da Câmara Setorial do Arroz do Ministério da Agricultura, com a presença das entidades que representam a cadeia produtiva. A TEC foi retirada pelo governo em meio à alta no preço do cereal este ano. Sobre o arroz adquirido fora do Mercosul, incidia uma taxa de 8% que foi zerada.
PARCERIA

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) oficializaram uma parceria entre as instituições em cerimônia realizada com a participação do diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen, e do coordenador do 7º Distrito de Meteorologia (Disme/Inmet), Marcelo Schneider. 
TRANSGÊNICOS

Com uma área acumulada de 2,7 bilhões de hectares e um crescimento de aproximadamente 112 vezes desde 1996, a biotecnologia agrícola é considerada a inovação que foi mais rapidamente adotada pelos produtores rurais do mundo inteiro. Em 2019, as plantas transgênicas foram cultivadas em 190,4 milhões de hectares distribuídos em 29 países. 
BIOECONOMIA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, anunciou uma nova parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) para promover a estruturação, o fortalecimento e o aprimoramento das cadeias produtivas do açaí, cupuaçu, castanha-do-Brasil, piaçava, mandioca, mel de abelhas nativas, baunilhas brasileiras e sistemas agroflorestais biodiversos nos biomas Amazônia e Cerrado. 
REINO UNIDO

Com a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brasil precisa aproveitar uma oportunidade histórica de negociar um novo conjunto de acordos com os britânicos. Com um alto grau de complementaridade, as duas economias possuem uma série de interesses em comum que as permite avançar em negociações estratégicas, como o acordo para evitar dupla tributação e o de livre comércio.