AgroNotícias por Mauricio Picazo Galhardo

SELO ARTE. A Lei do Selo Arte, que permite a venda interestadual de produtos alimentícios artesanais, como queijos, mel, pescados e embutidos, foi regulamentada pelo governo. A certificação é um sonho antigo de produtores artesanais, que vão poder acessar mais mercados e aumentar sua renda.
VALOR. Em discurso na solenidade de 200 dias do governo Bolsonaro, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina comemorou a assinatura do decreto de regulamentação do Selo Arte, que deverá beneficiar, conforme afirmou, 170 mil produtores de queijos artesanais neste primeiro momento. 
PROTECIONISMO. Em reunião em Brasília com os vices-ministros da agricultura dos BRICS, a ministra Tereza Cristina disse que o principal desafio do bloco formado por Brasil, Índia, China, Rússia e África do Sul (Brics) é resolver tendências ao protecionismo, isolacionismo e unilateralismo. “ (Os desafios) Exigem, como antes, respostas coletivas. Exigem que nos atenhamos à mesma ideia: simples, mas poderosa, de unir forças”, defendeu durante boas-vindas a representantes de delegações do Brics. 

EMBRAPA.Os representantes da delegação conheceram a sede da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e visitam os laboratórios que testam novas variedades de cana-de-açúcar e bancos de sementes e mudas. Para a ministra, é uma oportunidade de mostrar as inovações produzidas pela instituição que contribui para o esforço de adaptação da agricultura tropical às mudanças climáticas. Tereza Cristina também destacou que o “Brasil país está pronto e disposto a contribuir para garantir a segurança alimentar global, incorporando, no centro de sua estratégia, os princípios do desenvolvimento sustentável”. 
MERCOSUL. Ao discursar na sessão plenária da 54ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, em Santa Fé, na Argentina, o presidente Jair Bolsonaro disse que vai trabalhar para acelerar a modernização do bloco sul-americano. Durante o encontro, o Brasil vai assumir a presidência pro tempore (rotativa) do grupo pelos próximos seis meses. “Quero aproveitar a ocasião para firmar o compromisso do meu governo com a modernização e a abertura do nosso bloco, fazendo dele um instrumento de comércio com o mundo, sem o viés ideológico que tanto critiquei enquanto parlamentar. Vencemos essa barreira, e a conclusão do acordo de livre comércio com a União Europeia é resultado concreto dessa nova orientação”, disse.
IICA.O brasileiro Gustavo Pereira da Silva Filho foi eleito para integrar o Comitê de Revisão de Auditoria do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), em eleições ocorridas durante a 39ª reunião do Comitê Executivo do Instituto, na Costa Rica. Gustavo Pereira, que exercerá seu mandato no período de 1º de janeiro do próximo ano a 31 de dezembro de 2025, é diretor do Departamento de Governança e Gestão da Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
OVO. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em 2018, o Brasil exportou 11,6 mil toneladas ovos para todos os continentes do mundo, no valor de US$ 17,1 milhões. São Paulo é o maior produtor de ovos do Brasil, tem 30,9% da produção brasileira, que pode alimentar mais de 60 milhões de pessoas por ano, levando em conta que o consumo per capta de ovos no País é de 212 ovos por ano.
CAMPEÃ. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) informa que a região de Tupã é a maior produtora de ovos no Estado com 55% da produção, em 2018. O município de Bastos é o maior produtor de ovos no Estado, representando 36% do total paulista. No Estado foram produzidas 41 milhões de caixas de 30 dúzias de ovos no ano de 2018, e só no município de Bastos foram produzidas 14,6 milhões de caixas de 30 dúzias de ovos em 2018 (ao redor de 5 bilhões de unidades). 
FRIO. As frutas de maior consumo na mesa dos brasileiros como banana, laranja, melancia e maçã apresentaram queda nos preços no mês de junho, nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. A análise é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no 7º Boletim Prohort. O tempo frio e a chegada das férias reduzem a demanda por estas frutas, o que contribui com a queda nos preços. No caso da laranja, pelo segundo mês consecutivo, houve queda de preços de dois dígitos em todas as Ceasas. 
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