Augusta Arruda de Paula Santos festeira de São Roque em 1972 | O Democrata

Os casais Synésio de Paula Santos e Augusta Arruda de Paula Santos e Ronaldo Ribeiro (Preto) e Nice Infanti Ribeiro foram os festeiros de São Roque em 1972. O Arquivo Vivo do Jornal O Democrata resgata a festa do padroeiro que completa 50 anos com a grata alegria de entrevistar a festeira Augusta, que completará 90 anos no dia 23 de agosto.

Dona Augusta recebeu nesta quarta-feira (28), a reportagem de O Democrata e recordou desde o momento em que houve o contato inicial para que o casal fosse festeiro. Além de uma agradável conversa – uma gravação em vídeo estará disponível nas redes sociais do Democrata e no vanderluiz.com.br – fomos recepcionados com um delicioso café da tarde.

Augusta citou que foi um ano maravilhoso de perfeito entrosamento com o casal Ronaldo e Nice. “É uma pena que eles e o Synésio não estejam aqui para ajudar na lembrança daquelas reuniões de trabalho que sempre foram festivas. Minha casa estava passando por reforma, mas mesmo assim a gente se reunia na parte de baixo e tudo deu certo”. Synésio faleceu em 2014, Ronaldo Ribeiro morreu neste ano (16 de fevereiro) e Nice Infanti em janeiro de 2021.

A Festa de São Roque não deixou de fazer uma referência ao sesquicentenário (150 anos) da Independência do Brasil e trouxe inovações. Uma delas o Jantar dos Ex-Festeiros realizado pela primeira vez no Restaurante Jussara (Recanto da Cascata), que até hoje faz parte da programação, e a venda de morteiros para serem estourados ao meio-dia de 16 agosto que foi mantido por vários anos.

Desde 1989, a Paróquia de São Roque pertence à Diocese de Osasco. Antes estava ligada à Arquidiocese de São Paulo. Por isso, em 1972, recebeu o cardeal arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns (1921/2016) que esteve na cidade em outras festas padroeiro.

“Eu e Synésio que levamos Dom Paulo embora. O papo foi só entre os dois daqui a São Paulo. Um homem, que além da fé que ele tinha, conhecia a nossa realidade. Eu atrás só prestando atenção e gostei muito”, disse. Dom Paulo Evaristo Arns foi um dos grandes personagens na luta contra a ditadura e Synésio teve o mandato de vereador cassado pela Câmara de São Roque.

CHUVA NA ENTRADA DOS CARROS DE LENHA
A chuva que começou no sábado e adentrou a manhã de domingo prejudicou a Entrada dos Carros de Lenha (6 de agosto) impedindo a vinda de caminhões e de carros de boi que estavam acordados. Mesmo assim a festa não perdeu o brilho com 18 carros (caminhões e jeeps), crianças vestidas de caipirinhas em homenagem à zona rural e bandas de música.

Pela primeira vez o almoço dos carreteiros ocorreu no Colégio São José. A macarronada preparada pelo Restaurante Stefano contou com doações da Padaria Santa Terezinha de Alumínio (farinha) e Roque J. Góes (ovos). A cozinha teve a supervisão de Irene Siva e Marina Cereda com Gastão Oliviera e José Ghissardi Júnior (Pica-Fumo), colaboradoras, cozinheiras contratadas e apoio da família Bastos para servir entre 200 a 250 pessoas. O professor e historiador Paulo Silveira Santos representou o Jornal O Democrata.

Para manter a tradição do desfile foram consultados os antigos festeiros Ignêz Ferraz de Paula Villaça (viúva do professor Antonio Villaça, festeira de 1919) e Francisco Verani (1920) e o arquivo do Jornal O Democrata. O nosso Arquivo Vivo é referência sempre.

Vander Luiz

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