E de repente tudo congelou

A segunda-feira, 21, amanheceu fria em várias regiões do país. Em São Paulo os casacos e cobertores precisaram sair às pressas dos armários para dar conta de temperaturas que chegaram a ficar abaixo de 10 graus. Ninguém imaginava que o frio chegaria tão de repente e de forma tão rigorosa. Em São Paulo, um morador de rua morreu naquela madrugada, por hipotermia. O frio era insuportável.  Em Curitiba o caso se repetiu na mesma noite; outro morador perdeu a vida dormindo nas ruas.

A prefeitura de São Paulo disse que ofereceu abrigo ao morador anteriormente, mas infelizmente ele não aceitou. Quantas pessoas nesse momento se encontram sem abrigo no país em dias frios como o último dia 21? O frio chegou com força total e esse ano promete ser rigoroso. Em nossa região trabalhos de acolhimento estão ajudando pessoas em situação de rua, mas infelizmente casos como estes continuam se repetindo. Para ajudar essas pessoas, as campanhas anuais de agasalho têm sido muito importantes. Todo mundo pode ajudar essa causa.

Já na madrugada de quinta-feira, 24, o “congelamento” foi outro. O Brasil parou devido à greve dos caminhoneiros que bloqueia a saída dos caminhões de combustíveis para abastecer os postos de todo o país. A correria até as bombas foi tanta, que antes mesmo de amanhecer a gasolina já havia acabado em alguns locais. O impasse entre o governo e os caminhoneiros sobre a definição do preço do diesel afetou toda a rotina do brasileiro. Supermercados sem receber suas cargas, aviões sem decolar, transporte público reduzido ou paralisado, escolas fechadas, ambulâncias operando em caráter emergencial. Um verdadeiro caos.

Enquanto definem o que fazer sobre o “rombo” de R$ 14 bi nos cofres públicos, que é repassado aos caminhoneiros através dos impostos do diesel, caso aceitem o pedido dos manifestantes, todo o povo brasileiro sente na pele o clima de “guerra”, em que é preciso estocar alimentos, combustível, água e se preparar para o que der e vier. De repente uma solução imediata seria parar de corromper os cofres públicos ou cortar gastos com regalias parlamentares ou centenas de cargos comissionados com salários altíssimos. No “país do impostos” somente a manifestação do povo realmente mostra quem é que manda no Brasil.