Escolas municipais de São Roque enfrentam falta de manutenção e deficiências de infraestrutura

Problemas antigos que se maximizam ao longo das últimas gestões. Essa é a realidade enfrentada por alunos e profissionais que dependem das escolas municipais de São Roque. Boa parte delas está com problemas de manutenção, contam com estrutura física antiga, sofrem com deficiências na parte elétrica, hidráulica e nos banheiros que estão em estado precário com portas sem fechaduras e enferrujadas.

Assegurar o direito a educação escolar em igualdade de condições de entrada e permanência pela oferta de ensino público e gratuito e de qualidade em todos os níveis de ensino, é um dos maiores desafios da educação atual, mesmo que tais questões já sejam amparadas pela Lei 9.394/90 – Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB).

A reportagem do Jornal O Democrata percorreu algumas escolas de São Roque e flagrou problemas visíveis, como o mato tomando parte da Escola Municipal Adelina de Castro Boccato, no bairro Vila Nova, lâmpadas queimadas, goteiras e falta de manutenção do prédio, entre outros problemas.

Já na EMEF Profª Iracema Villaça, existem problemas de infiltrações, pichações, falta de pintura nas paredes, entre outros. Outra dificuldade enfrentada pela escola é a quadra de esportes que está fechada por tempo indeterminado, segundo os moradores, devido a uma infestação de pombos, que entraram pelas partes quebradas do teto e muitas calçadas não possuem rampas de acesso aos prédios.

“Eu trago meu filho de 5 anos todo dia para escola, em frente ao prédio, tem um buraco que dificulta para as mães que tem filhos de colo, é perigoso alguém cair e se machucar”, disse Fernanda Pereira.
Outro problema enfrentado pelos pais e alunos é a grande quantidade de mato que existem nas calçadas e dentro das escolas. “Aqui na Vila Nova a parte onde as crianças brincam não é de concreto e cresce muito mato. Ao lado da escola existe um terreno, em que a vegetação invade o local e coloca em risco a segurança das crianças. E se um aluno for picado por algum bicho venenoso, quem vai se responsabilizar?”, desabafou Eliana, que leva seu filho todos os dias na Escola Municipal Adelina de Castro Boccato.

A reportagem do Jornal O Democrata questionou o vice-prefeito José Weber Freire Macedo, que também é diretor de educação, sobre a situação das escolas em São Roque, e o que será feito para solucionar estes problemas. Em resposta, o vice-prefeito, disse que a manutenção das escolas será prioridade em 2018.

“A manutenção das unidades escolares será prioridade em 2018. Na perspectiva da redução da difícil crise orçamentária e financeira que acompanhou o ano 2017, o departamento de educação já realiza um cuidadoso planejamento de trabalho, que envolve a gravidade geral dos problemas de sustentação de todas as escolas. A reconstrução deste patrimônio é gigantesca”, completou o vice-prefeito.

Weber informou que as manutenções irão ocorrer nas 51 escolas que existem no município.

“As escolas atendem aproximadamente 13 mil alunos, desde bebês até adolescentes, são cruciais, e essas intervenções são cruciais, pois envolvem situações de desprovimentos, ocorridas em anos seguidos. Vamos providenciar pinturas, reformas de paredes, telhados, forros, calhas, vidros quebrados, trocas de lâmpadas, tomadas, torneiras, bebedouros quebrados, portas, portões, vasos sanitários e desentupimentos de vasos e fossas, que já estão sendo executadas progressivamente por uma equipe de manutenção do próprio departamento”, disse o diretor de educação.

A atual administração informou que encontrou mais de três mil lâmpadas queimadas, provando que será um grande trabalho colocar tudo em sua normalidade. “Um exemplo deste desafio é o fato de encontrarmos mais de 3.400 lâmpadas fluorescentes queimadas em todas as escolas. Considere-se que uma única sala de aula utiliza em média 12 lâmpadas. Já foram trocadas mais de 1.000, e estamos licitando 2.700 lâmpadas LED com maior durabilidade. As ações maiores que envolvem grandes reformas ou obras deverão ser executadas por uma empresa terceirizada contratada para este fim. A capinação de matos e gramas no interior das escolas está sendo executada, e será intensificada, no contexto de uma programação para todas as unidades, iniciando o ano letivo com as unidades atendidas”, disse Weber.

O vice-prefeito informou que as escolas em estado de precariedade foram classificadas pela condição de cada prédio e que um planejamento está sendo elaborado para um possível processo licitatório. “Diante do enorme montante de recurso necessário estamos em fase de planejamento para um possível processo licitatório, tendo como referência as intervenções necessárias, e o estado de cada escola, pois algumas (poucas) unidades se mantiveram em razoável condição de sua estrutura física pela distintiva assistência e parceria da Associação de Pais e Mestre”, finalizou Weber.