Com ajuda da sogra, garota de 14 anos é suspeita de vender o filho em Itapevi

O sumiço de um bebê de 5 meses, na noite da última sexta-feira, 30, de uma casa no Jardim Santa Rita, em Itapevi, acabou revelando uma trama no mínimo “bizarra”. A criança, que foi encontrada, no dia seguinte, em Barueri, foi “vendida” pela mãe – uma garota de 14 anos –  por R$3 mil, com a ajuda da própria sogra e avó do bebê.

Na delegacia, a avô da criança confirmou essa versão, mas disse que tudo não passou de uma “pegadinha”. Ela teria armado a venda com sua irmã, que mora em Barueri e deixou o bebê com uma conhecida, para dar um “susto” no casal, que, além de não trabalharem, estariam envolvidos com o tráfico de drogas. Ela também disse aos policias que o casal não cuida do bebê e que tudo “sobrava” para ela, que tem outro filho, de oito anos.

Entenda o caso

A Polícia Militar foi acionada pelo pai do bebê, ainda na noite de sábado, 31, dizendo que, ao chegar em casa, notou o sumiço da criança. A mãe disse que ele tinha o hábito de dormir com a avó e que o deixou  na cama, antes mesmo da chegada dela, e foi dormir em outro quarto.

Já a avó, contou que ao chegar no quarto e não ver o bebê, pensou que ele estivesse com a mãe e que também foi dormir. Os policiais decidiram levar todos para a delegacia e ouviu cada um deles em separado.

Diante de algumas contradições, a mãe acabou confessando que, com a ajuda da sogra, havia entregue o bebê para uma amiga, que o levaria até uma “compradora” em Barueri. Os policiais foram até o local indicado por ela e encontraram o bebê com uma senhora. Ela disse que, por estar desempregada, fazia “bicos” cuidando de crianças e que recebeu o pedido de uma amiga para que olhasse a criança enquanto a mãe ia ao médico.

A mulher disse que se surpreendeu ao ver um bebê tão pequeno e que ainda estava sujo e com fome, a senhora informou que o trocou, deu banho, alimentou e ficou esperando a amiga voltar, para levá-lo até a mãe.

A “pegadinha”

Foi diante dessa história que a sogra acabou confessando a “pegadinha”. Ela disse que “enganou” a nora, convencendo a vender o bebê, e depois o entregou a uma vizinha, que levou a criança até sua irmã, em Barueri.

Ela, por sua vez, sem saber que se tratava de seu “sobrinho neto”, o entregou à amiga que fazia bico de babá, contando a falsa história de que a mãe iria pegá-lo após voltar do médico. O caso foi registrado, no 1º DP, como “subtração de menor” e agora a polícia investiga qual história é a verdadeira.