Guarda Municipal de São Roque criada por lei em 1988 iniciou atividades há 30 anos | O Democrata

A Guarda Civil Municipal de São Roque ganhou uma nova sede nesta quarta-feira (18 de maio), na rua Padre Marçal, 111 (centro), inaugurada pela prefeito Guto Issa. No arquivo centenário do Jornal O Democrata é possível buscar a origem da corporação.

Há quase 30 anos, na edição de 4 de julho de 1992, O Democrata estampava que o prefeito Zito Garcia no seu primeiro mandato (1989/92) colocava em funcionamento a Guarda Civil de São Roque com uma cerimônia na Praça da Matriz.

No entanto, a GM foi criada pelo prefeito Mário Luiz Campos de Oliveira em 8 de dezembro de 1988 (Lei 1.659) e demorou quase quatro anos para entrar em funcionamento.

O material divulgado pela assessoria de imprensa na reportagem de 1992 cita que a coorporação foi criada em 11 de setembro de 1991 (Lei 1978). No entanto, essa lei de autoria do prefeito Zito Garcia foi a que institui os cargos da Guarda Municipal (1/inspetor-chefe, 1/inspetor, 6/classe distinta, 6/classe especial e 86/guarda civil municipal) e alterou as alíquotas do IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano), mudança que garantia dinheiro para a criação do serviço.

O projeto virou discussão política. A oposição comandada pelo vereador e presidente da Câmara, José Antonio Sanches Dias, falava da demora para a criação da guarda após a aprovação da lei. No início de 1992, Sanches reproduziu em O Democrata trecho do jornal de campanha de Zito Garcia que prometia a criação da GM e escreveu que a proposta continuava só no papel. “E você já está pagando 15% a mais de IPTU para custeá-la”, alfinetava.

Tanto que no dia da apresentação, a Prefeitura fez uma publicidade no jornal destacando a seguinte frase. Nasce a Guarda Municipal de São Roque. Apesar dos “contras”, mais um serviço criado para dar certo.

Inicialmente a Guarda Municipal contava com 40 homens e 5 mulheres e a primeira sede foi na rua Monsenhor (vizinha à Polícia Militar). As atividades eram mais restritas, prestando primeiros socorros, informações de utilidade pública, atuando junto aos próprios munícipes e garantindo a travessia de escolares e outros serviços.

O primeiro comandante, Capitão Bastos, dizia que o objetivo era dar mais tranquilidade e segurança à população, não atuando de forma ostensiva, pois esta atribuição é da Polícia Militar. Na possibilidade do infrator surpreendido em flagrante, a GM poderia deter e encaminhar à Delegacia de Polícia.

Vander Luiz

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