Jornal O Democrata, 6 de Março de 1982 e o registro histórico da morte do Prefeito Quintino de Lima | O Democrata

O prefeito Quintino de Lima faleceu, aos 62 anos, vítima de parada cardíaca no sábado 27 de fevereiro de 1982. Há 40 anos, o Jornal O Democrata na edição de 6 de março trouxe a cobertura completa e registrou a posse do vice-prefeito Antonio Carlos Moya de Oliveira ocorrida na segunda-feira (1º de março), na Câmara Municipal.

“Estupefatos alguns, incrédulos outros ante a brutal grandeza do golpe, a notícia espalhou-se célere, quedando o munícipio num profundo e significativo silêncio”, destacou.

O velório ocorreu no próprio gabinete do prefeito na rua Padre Marçal. O caixão foi coberto com a bandeira de São Roque e “carregado pelo povo” até o cemitério. “Alguns populares, em lágrimas e não contendo suas emoções, bateram palmas e exclamaram Viva Quintino”.

O Democrata apresentou a trajetória política do homem público que morreu no cargo que almejou por décadas. “Um dos mais caros anseios políticos de Quintino de Lima era o ser prefeito municipal de São Roque e gostava mesmo quando por ocasiões das campanhas, alguém fazia a rima Quintino candidato desde menino”.

Nascido em 03 de novembro de 1919, chegou à Prefeitura nas eleições de 15 de novembro de 1976 como candidato de uma das sublegendas do MDB.

No embalo da música que dizia que era o “candidato ideal” e que desta vez seria eleito “prefeito municipal”, somou 5.504 votos superando Donaldo Lopes (Arena/4.121), Newton Bastos (Arena/1.988), Edson Arruda (MDB/1.352), Dante Bastos (Arena/743) e Ubirajara Ribeiro Lopes (MDB/419). Soma dos votos de legenda: MDB (7.275) e Arena (6.825).

Quintino foi vereador e várias vezes candidato a prefeito e a vice-prefeito, “nas mais variadas legendas, somou forças com expressivas personalidades políticas quer na esfera municipal, como estadual e federal”. Ao ser eleito em 1976, de imediato seguiu para Brasília em companhia da esposa Elzira e hospedou-se no apartamento do senador Orestes Quércia (MDB) que era oposição ao governo militar. Depois passou para ARENA que virou PDS e tinha em suas fileiras o govenador Paulo Maluf.

QUINTINO DEIXARIA A PREFEITURA PARA SER CANDIDATADO A DEPUTADO

Eleito para um mandato inicial de quatro anos, as eleições municipais estavam previstas para novembro de 1980, mas veio o mandato tampão de dois anos prorrogando até o início de 1983.

Quintino tinha o interesse em se candidatar à reeleição, caso fosse a aprovada uma emenda constitucional que estava sendo discutida no Congresso Nacional naquele momento.

Moya disse que se a reeleição não fosse aprovada (a proposta não teve sucesso), Quintino deixaria a Prefeitura em 15 de maio para ser candidato a deputado estadual.

Algumas semanas antes, O Democrata publicou uma prestação dos cinco anos de mandato com destaque para a pavimentação do Jardim Bela Vista, Cambará, Avenida 3 de Maio (com alargamento nas imediações da Estação Experimental), Jardim Finati, trechos da Vila Aguiar, melhoramentos Santa Quitéria e Vila Irene, Avenida Getúlio Vargas, trevo da Raposo Tavares na Escola Horácio Manley Lane, estádio e ginásio municipal que depois receberam o nome do ex-prefeito e Praça de Maylasky, entre outras obras.

O governo também grandes polêmicas como o projeto de construir a rodoviária no Largo dos Mendes que se transformou em uma imensa briga política e judicial.

Na próxima edição, o Arquivo Vivo vai mostrar as campanhas eleitorais de Quintino de Lima.

Vander Luiz

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