Por pressão política, Doria deve alterar Plano São Paulo em agosto

“Ciência, ciência, ciência” o bordão que o Governador João Doria tentou colar na disputa política com o presidente Jair Bolsonaro, no início da pandemia do novo coronavírus, parece não resistir às pressões políticas. O Plano São Paulo foi anunciado como “quarentena inteligente” em contraponto ao primeiro cenário que o Estado enfrentou desde março.

Porém, apesar do relaxamento do confinamento e da reabertura parcial do comércio, alguns pontos continuam colocando a política pública do governador contra a parede. O principal deles, agora, é a manutenção de leitos UTI subutilizados com o único objetivo de evoluir de fase nas cores do plano.

São Roque, por exemplo, alega ter dez leitos hospitalares de alta complexidade dedicados exclusivamente para casos de Covid-19. Há três dias, porém, nenhum desses leitos estava ocupado, num total desperdício de recursos da saúde. A cidade encontra-se na fase laranja do Plano SP, juntamente com toda região de Sorocaba.

Em reportagem publicada pelo UOL, foi revelado que o governo deve diminuir exigências para que a regiões mudem para a fase verde do plano, entre elas, o número de leitos de UTI ocupados, que deve subir de 60% para 75%. Segundo a reportagem, a pressão de prefeitos foi suficiente para que o anúncio seja feito ainda nesta segunda-feira, 27.

Outro ponto que deve facilitar a reabertura do comércio tido como não essencial é a progressão automática de regiões que mantenham números estáveis. Assim, mesmo regiões que não apresentem melhora nos números por quatro semanas consecutivas vão poder subir de classificação e retomar as atividades comerciais. O importante é não haver piora nos casos da doença e a nova formulação deverá valer a partir de agosto.