Vacina contra a gripe: 2,6 milhões de crianças e 3,8 milhões de gestantes não foram imunizadas

Dados do Ministério da Saúde indicam que até a última segunda-feira (24), 18 estados e o Distrito Federal conseguiram vacinar 90% do público-alvo da vacinação contra a gripe, o que significa que mais de 53,5 milhões de pessoas dos grupos prioritários buscaram os postos de saúde nos últimos dias. Com isso, o Brasil atingiu 90% de cobertura na Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza.

Além dos grupos prioritários, que tiveram entre os dias 10 de abril e 31 de maio para se vacinar com exclusividade, receberam a dose contra a gripe outras 5,6 milhões de pessoas que não fazem parte do público-alvo e começaram a ser vacinadas no dia 3 de junho, quando o Ministério da Saúde recomendou aos estados e municípios que estendessem até quando durassem os estoques. A medida tem como objetivo evitar o desperdício de doses nas localidades que não alcançaram a meta de imunização no público-alvo. No total, o Ministério da Saúde distribuiu 59,5 milhões de doses para todo o país. 

Apesar de atingir a meta nacional, nem todos os grupos conseguiram alcançar os 90% de cobertura. Foi o caso do grupo das crianças, com 82,8% de vacinados, e gestantes, que somaram 81,8% de imunizados. Isso significa que mais de 2,6 milhões de crianças e 3,8 milhões de gestantes deixaram de se vacinar. Já entre os grupos que atingiram ou ultrapassaram a meta estão as puérperas – mulheres até 45 dias após o parto, com taxa de 103,4% de vacinação. 

Na avaliação dos estados, oito não conseguiram atingir os 90% de cobertura no público geral. São eles: Acre (86,7%), Bahia (86%), Rio de Janeiro (86,9%), São Paulo (84,7%), Paraná (86,9%), Santa Catarina (86,8%), Rio Grande do Sul (86,5%) e Mato Grosso do Sul (89,8%).

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem a vacina, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde. 

Fonte: Revista Crescer