O recente surto do vírus Nipah na Índia e em Bangladesh reacendeu o alerta das autoridades sanitárias globais neste início de 2026. Apesar disso, o Ministério da Saúde afirmou que o risco para o Brasil é inexistente no momento.

Segundo a pasta, os dois casos confirmados na província de Bengala Ocidental, na Índia, foram diagnosticados até 13 de janeiro. Desde então, 198 contatos foram monitorados, todos com resultados negativos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) compartilha da mesma avaliação e considera baixo o potencial do vírus para causar uma nova pandemia.
Qual é o papel das raposas-voadoras
O vírus Nipah é zoonótico e tem como reservatório natural morcegos do gênero Pteropus, conhecidos como raposas-voadoras. Essas espécies não vivem nas Américas e são encontradas principalmente no Sudeste Asiático.
Segundo o biólogo Roberto Leonan M. Novaes, da Fiocruz, esses morcegos se alimentam de frutos, néctar e pólen, e não utilizam ecolocalização, diferentemente das espécies brasileiras. A transmissão ocorre quando humanos entram em contato com frutas ou seiva contaminadas por secreções desses animais, além de haver registros de transmissão entre pessoas.
Vigilância no Brasil
O Ministério da Saúde reforçou que o país mantém protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos, em articulação com instituições como Fiocruz, Instituto Evandro Chagas e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto entre criadores de porcos na Malásia, e desde então é detectado regularmente na Índia e em Bangladesh.
Com informações do g1 e Agência Brasil.

