O Vaticano anunciou que não participará do “Conselho da Paz”, iniciativa liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado da Santa Sé, cardeal Pietro Parolin, nesta terça-feira (17).
Segundo Parolin, a Santa Sé considera que a gestão de crises internacionais deve permanecer sob responsabilidade da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele destacou que há “questões críticas” relacionadas ao conselho e reafirmou que, no âmbito internacional, é a ONU quem deve administrar situações de conflito.
O “Conselho da Paz” foi apresentado por Trump em janeiro, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. Inicialmente concebido para supervisionar a trégua em Gaza e a reconstrução do território após o conflito entre Israel e Hamas, o projeto foi posteriormente ampliado para tratar de conflitos globais.
A primeira reunião do conselho está prevista para ocorrer em Washington, com foco na reconstrução de Gaza. Até o momento, 19 países assinaram a carta de fundação do órgão. Os membros permanentes deverão contribuir com US$ 1 bilhão para integrar o grupo.
A Itália e a União Europeia informaram que participarão apenas como observadoras. O conselho também tem sido alvo de críticas de especialistas, especialmente por seu formato e por não incluir representantes palestinos.
O conflito em Gaza, que motivou a criação do conselho, registrou milhares de mortes desde outubro, segundo dados citados por organismos internacionais. A trégua firmada no período foi marcada por violações sucessivas.
Com informações do UOL e InfoMoney.

