Volta às aulas: São Roque planeja retorno presencial dos alunos no final de agosto

O diretor Educação de São Roque, Paulo Dias do Carmo, informou na quinta-feira, dia 22, que o município está montando o cronograma de volta às aulas presenciais da rede municipal de ensino, onde se inclui as escolas municipais e creches. Segundo o diretor, a previsão para o retorno as aulas está marcada para o dia 30 de agosto.

“Estamos nos reunindo diariamente com os profissionais da Educação e do Comitê do COVID-19, para alinharmos a melhor maneira para a volta às aulas”, informou.

Para a retomada, Paulo afirmou que as escolas deverão respeitar 1 metro de distância entre os estudantes, com ouso de máscaras e álcool em gel.

“Cada escola fará sua organização, de acordo com o número de alunos e o tamanho e metragem dessa escola. Vale lembrar que os alunos com alguma comorbidade devem ficar em casa. Paulo ainda informou que a ida presencial do aluno à escola é uma decisão dele e dos pais”.

 O que dizem os professores

Em contato com alguns professores da rede municipal de São Roque, os mesmo disseram que as escolas não têm condições de receberam os alunos.

“As condições das escolas municipais, não tem a mínima capacidade de atender a volta às aulas, elas não tem distanciamento e nem higiene. No ano passado, no começo da pandemia, nós já tivemos problema. Em uma das escolas, onde havia apenas dois banheiros e mais de 80 funcionários, as mulheres precisavam usar o sanitário masculino às vezes. Até o momento, nenhuma reforma ou preparo foi feito para receber estes alunos, disse a professora Marisa Misael.

Profissionais da Educação devem voltar ao trabalho após 14 dias da segunda dose da vacina

O governo do estado definiu no início do mês que os profissionais da Educação em home office devem retornar ao trabalho presencial integralmente após a imunização contra a Covid-19. A resolução da Secretaria da Educação publicada no Diário Oficial estabelece a volta com 14 dias da segunda dose ou dose única.

Além disso, os servidores que por opção não tomarem a primeira ou a segunda dose também deverão cumprir jornada presencial.

A Secretaria da Educação acrescentou que o home office continua valendo para os profissionais que fazem parte do grupo de risco e que não puderem ser vacinados, conforme prescrição médica.

Rede estadual

No início de julho, o governo de São Paulo decidiu que as escolas públicas e privadas do estado da educação básica podem retomar as aulas com até 100% da capacidade a partir de agosto, respeitando o distanciamento de 1 metro entre os estudantes.

A secretaria estadual da Educação afirma que cada escola vai poder avaliar se tem capacidade para retomar as atividades presenciais, obedecendo às normas de distanciamento estabelecidas, antes, o limite de presença em sala de aula era de 35%.

Ensino Superior

O governo de São Paulo anunciou a retomada das aulas presenciais nas universidades do estado e nas escolas de ensino técnico a partir de 2 de agosto.

A capacidade máxima de 60% dos estudantes de ensino superior não se aplica aos cursos da área da saúde, que podem receber presencialmente 100% dos alunos matriculados. Foram incluídos na categoria da saúde também os cursos de Saúde Coletiva, Saúde Pública e Medicina Veterinária.

O início das aulas presenciais nos ensinos técnico e superior deve ocorrer antes da vacinação contra Covid-19 de jovens com idade de 18 a 24 anos, que compõem boa parte dos estudantes dessas categorias. De acordo com o calendário estadual, a vacinação para a faixa etária de 18 a 24 anos deve ocorrer entre os dias 1º e 15 de setembro.

Além disso, atividades práticas, laboratoriais e estágios de cursos superiores em todas as áreas também poderão ocorrer presencialmente, sem limite de ocupação.

Ministério da Educação recomenda volta às aulas 

Ministério da Educação recomendou que estados e municípios retornem às aulas presenciais. Em pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão, o ministro da educação, Milton Ribeiro, conclamou alunos e professores a retomarem as atividades. “O Brasil não pode continuar com as escolas fechadas, gerando impacto negativo nesta e nas futuras gerações. Não devemos privar nossos filhos do aprendizado necessário para a formação acadêmica e profissional deles”, ressaltou. 

Segundo o ministro, estudos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que o fechamento das escolas traz consequências devastadoras, como a perda de aprendizagem, do progresso do conhecimento, da qualificação para o trabalho e o aumento do abandono escolar, além de implicações emocionais. 

“Vários países retornaram as aulas presenciais ainda em 2020, quando sequer havia previsão de vacinação. O uso de álcool em gel, a utilização de máscaras e o distanciamento social são medidas que o mundo está utilizando com sucesso”, afirmou. Ele citou uma série de países, como Chile, Portugal, França, Espanha, Áustria e Rússia, que já estariam com seus alunos em sala de aula.

 Milton Ribeiro lembrou que no Brasil, a decisão de fechar e reabrir escolas foi delegada a estados e municípios. “O Ministério da Educação não pode determinar o retorno presencial das aulas, caso contrário, eu já teria determinado. Mas não o retorno a qualquer preço. Que isso fique bem claro. Fornecemos protocolo de biossegurança sanitários a todas as escolas, tanto da educação básica, quanto do ensino superior”, frisou o ministro.