Azedinha – Mato que se come | O Democrata

Essa planta é fácil de cultivar e seu sabor suave de limão incrementa as saladas, sopas e cremes e sucos. São três os tipos de azedinha cultivadas para fins culinários: a azeda-de-folhas largas ou azedinha da horta (Rumex acetosa); a azeda-das-paredes ou azeda romana (Rumex scutatus); e a azeda- miúda (Rumex acetosella).

Também chamada de azeda, língua de vaca ou azedinha do brejo, a planta oferece diversos benefícios para o consumo humano. Seu sabor naturalmente ácido, é rica em ácido oxálico, por isso, deve ser consumida com moderação, principalmente se você tem problemas renais.

A azedinha é uma herbácea nativa da Europa e do Norte da Ásia, e seu cultivo ocorre desde a antiguidade por gregos, romanos e egípcios. No Brasil ela é cultivada em hortas domésticas e por pequenos produtores de Panc’s (Plantas Alimentícias não Convencionais), prefere regiões onde o clima é ameno, e também é resistente a fortes geadas, costuma ser multiplicada por touceiras.

Essa planta é rica em minerais (K, Mg e Fe) e tem ação antioxidante. Em sua raiz também se concentra, uma boa quantidade de resveratrol, uma substância também encontrada no vinho, e auxilia no combate de doenças ligadas ao envelhecimento. Seu suco pode ser feito somente com suas folhas, ou misturado com outras frutas.

Benefícios da azedinha                               

A azedinha possui muitos benefícios para o consumo, e os povos mais antigos já sabiam disso. Assim, confira algumas vantagens que a planta oferece:

  • Rica em magnésio e potássio
  • Também possui vitamina C, por isso é indicado que seja consumida fresca e crua
  • Auxilia nos problemas intestinais
  • Previne a bronquite e aumenta o apetite

Curiosidade:

Tem uma azedinha vermelha que é da mesma família da Rumex acetosa. Portanto, por causa da sua aparência, essa espécie de azedinha geralmente é usada ornamentalmente. Com folhas largas e compridas, de aspecto liso e brilhante, chega a atingir um metro de altura. Além disso, o seu caule e suas nervuras são de cor vermelha, o que cria um contraste interessante com o verde das folhas. Porém, essa planta também é comestível e traz diversos benefícios para saúde. Assim como a azedinha comum, a Rumex sanguineus, tem sabor refrescante, semelhante ao limão, porém mais suave. Por isso, ela também pode ser utilizada em saladas, sucos, molhos, chás e outros pratos quentes.

Geralmente, essa e outras espécies de azedinha crescem bem em locais úmidos e escuros. Pode ser encontrada crescendo no mesmo local que as samambaias.

Em muitos países, a azedinha vermelha é usada para fins medicinais. Porém, por ter uma grande quantidade de ácido oxálico, o seu consumo em excesso pode ser prejudicial para os rins, aumentando o risco de formação de pedras. E o seu consumo, é contra-indicado para quem sofre com gota, cálculo renal e reumatismo. Por isso, é importante consultar um especialista, ao aderir aos tratamentos de fitoterapia, especialmente mulheres grávidas e lactantes. Além das contra-indicações e efeitos colaterais, as plantas podem interagir com outros medicamentos.

Essa folha semelhante ao espinafre é deliciosa quando colhida jovem e tenra, deve ser cozida rapidamente, não use panelas de alumínio ou ferro, pois, deixarão a azedinha preta e com sabor metálico.

Sempre que possível consuma alimentos agroecológicos ou orgânicos, pois são alimentos de origem vegetal ou animal provenientes de sistemas que promovem o uso sustentável dos recursos naturais, produzindo alimentos livres de contaminantes, que protegem a biodiversidade e contribuem para a criação de trabalho e ao mesmo tempo, respeitam e aperfeiçoam os saberes e formas de produção tradicionais.

Silvia Hermida – Bióloga e Produtora Rural

Fonte:  Stobart, Tom “Ervas, Temperos e Condimentos”. Ed. Zahar.

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