Dia Mundial da Alimentação | O Democrata

Dia 16 de outubro foi comemorado o dia Mundial da Alimentação em mais de 150 países visando conscientizar a opinião pública sobre questões relativas à nutrição e à alimentação. Nesse contexto ainda existe muita ação a ser desenvolvida pelo poder público, comunidade civil e formas de cultivo e distribuição dos alimentos que nem sempre alcança quem mais necessita.

O compromisso com a agroecologia foi firmado por exatas 302 candidaturas a prefeituras e câmaras de vereadores em todo o país. Entre os que se comprometem a trabalhar para a ampliação do modelo de produção sustentável de alimentos em pequenas propriedades e sem o uso de agrotóxicos inclusive em São Roque o prefeito Guto Issa e o vereador Paulo Juventude assinaram a carta compromisso. A formalização do engajamento diante do eleitorado local e movimentos sociais, é feita por meio de assinatura de carta-compromisso referente 36 propostas elaboradas pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). Essas propostas podem ser adaptadas às prioridades de cada município.

Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e ainda, promover a agricultura sustentável, faz parte das metas das Nações Unidas. A meta 2.1 diz que até 2030, pretende-se acabar com a fome e garantir o acesso de todas as pessoas, em particular os pobres e pessoas em situações vulneráveis, incluindo crianças, a alimentos seguros, nutritivos e suficientes durante todo o ano.

A meta 2.3 para as Nações Unidas é que até 2030, a produtividade agrícola seja dobrada e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente das mulheres, povos indígenas, agricultores familiares, pastores e pescadores, inclusive por meio de acesso seguro e igual à terra, outros recursos produtivos e insumos, conhecimento, serviços financeiros, mercados e oportunidades de agregação de valor e de emprego não agrícola.

Já o Brasil, acredita que até 2030, poderá aumentar a produtividade agrícola e a renda dos pequenos produtores de alimentos, particularmente de mulheres, agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, visando tanto à produção de autoconsumo e garantia da reprodução social dessas populações quanto ao seu desenvolvimento socioeconômico, por meio do acesso seguro e equitativo: i) à terra e aos territórios tradicionalmente ocupados; ii) à assistência técnica e extensão rural, respeitando-se as práticas e saberes culturalmente transmitidos; iii) a linhas de crédito específicas; iv) aos mercados locais e institucionais, inclusive políticas de compra pública; v) ao estímulo ao associativismo e cooperativismo; e vi) a oportunidades de agregação de valor e emprego não-agrícola.

O quanto desses acordos serão cumpridos, resta a todos nós trabalhar e fazer as cobranças e participações pertinentes junto aos governos municipais, estaduais e federais, para que a alimentação realmente seja acessível à todos.

Precisamos buscar melhorar um sistema alimentar alternativo que tenha como base sistemas de produção, distribuição e consumo de alimentos ligados na conexão entre produtores/as e consumidores/as, onde as práticas promovam uma alimentação saudável e sustentável, incluindo-se nesta última não só a idéia de sustentabilidade ambiental, mas também a sustentabilidade econômica por meio da redistribuição de valor aos agricultores locais.

Silvia Hermida – Bióloga e Produtora Rural

Fonte: https://www.ipea.gov.br/ods/ods2.html

Toda quinta-feira os cidadãos de São Roque têm a oportunidade de interagir e adquirir produtos produzidos localmente com manejo agroecológico na Feira Agroecológica de São Roque, que ocorre na Av. 3 de Maio, 900 das 8h até as 12h. @feiraagroecosaoroque

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