Autoridades iranianas afirmaram, neste domingo (11), que o país irá retaliar caso seja alvo de um ataque militar dos Estados Unidos, atingindo bases americanas e instalações israelenses. As declarações ocorrem em meio a uma onda de protestos no Irã, motivada pelo agravamento da crise econômica e pela insatisfação popular com o regime.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que alvos militares e navais dos EUA, além de posições israelenses, seriam considerados “alvos legítimos” em caso de ofensiva. Segundo a ONG Iran Human Rights, ao menos 192 pessoas morreram nas últimas duas semanas de manifestações, o maior número desde 2022.
Em entrevista à CBN, o professor de Relações Internacionais Danny Zahreddin, da PUC Minas, avaliou que Estados Unidos e Israel enxergam os protestos como uma oportunidade de enfraquecer o regime iraniano internamente, destacando, ao mesmo tempo, as limitações do Irã em uma eventual retaliação contra os EUA, diante da crise econômica que afeta o país.
A tensão diplomática aumentou após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar intervir, enquanto o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, pediu que a União Europeia classifique a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista. Em meio ao cenário, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, concedeu entrevista abordando a situação econômica e demandas da população.

