Então olhei para o Brasil e vi o campo — e vi também o desafio de transformar produção em valor agregado.
No contexto do acordo entre Mercosul e União Europeia, o Brasil precisa produzir e exportar mais produtos industrializados. A agroindústria brasileira é um gigante econômico, responsável por mais de 20% do PIB, ao transformar matérias-primas em carnes, café, soja, açúcar, etanol, laticínios e celulose.

Soja: transforma-se em farelo para ração animal e óleo vegetal.
Cana-de-açúcar: vira açúcar e bioenergia (etanol).
Frutas: laranja vira suco; frutas diversas viram polpas e congelados.
Leite: dá origem a queijos, iogurtes e manteiga.
Em vez de exportar apenas celulose, o Brasil pode ampliar sua pauta com produtos de maior valor agregado, como papel sulfite, jornal, guardanapos, papel higiênico, embalagens, fraldas, absorventes, além de cosméticos (cremes), tintas, têxteis (seda artificial) e acetato de celulose.
Em 2024, o país exportou café solúvel equivalente a cerca de 4,09 milhões de sacas, gerando mais de US$ 950 milhões em receita. Os Estados Unidos foram o principal destino, seguidos por Argentina e Rússia.
Por hoje é isto.
Boa semana e até a próxima palavra Brasiliana.

