Israel ampliou nesta quarta-feira a ofensiva militar no Líbano e confirmou um confronto aéreo direto com o Irã, marcando uma nova escalada no conflito no Oriente Médio.
Segundo o Exército israelense, mais de 250 alvos foram atingidos no Líbano desde segunda-feira. Em Beirute, um hotel localizado na região de Baabda, a menos de dois quilômetros do palácio presidencial, foi bombardeado. O principal complexo de Justiça do país foi evacuado após o ataque. Não há balanço confirmado de vítimas nesse ponto.
Em Baalbek, um ataque contra um prédio residencial deixou ao menos seis mortos e 15 feridos, além de três desaparecidos, de acordo com a agência estatal libanesa NNA. Em outra área da cidade, mais cinco pessoas morreram. No total, ao menos 11 mortes foram registradas em diferentes pontos do país apenas nesta terça-feira.
Desde o início da atual escalada, o Ministério da Saúde do Líbano contabiliza pelo menos 50 mortos e 335 feridos. Mais de 65 mil pessoas deixaram suas casas, a maioria em direção à Síria. O governo sírio anunciou o fechamento da fronteira para quem tenta entrar no Líbano, após alerta de possível bombardeio israelense na região.
Israel também ordenou a evacuação imediata de 29 cidades e vilarejos no sul do Líbano. O governo israelense afirma que as ações são uma resposta a ataques com drones e mísseis lançados pelo Hezbollah após operação dos Estados Unidos no Irã.
No mesmo dia, Israel informou ter abatido um caça iraniano Yak-130 sobre Teerã, no primeiro combate aéreo entre aeronaves tripuladas desde o início dos confrontos. O governo israelense também declarou ter atingido alvos militares nas cidades iranianas de Isfahan e Shiraz, incluindo locais de armazenamento de mísseis balísticos.
Em Israel, sirenes de alerta foram acionadas durante a noite e a madrugada diante de mísseis disparados do Irã. Moradores relataram explosões causadas por interceptações no espaço aéreo do país.
Com informações do UOL.

