A crescente demanda energética da inteligência artificial (IA) tem levado países e empresas a buscar soluções para reduzir o consumo dos data centers. Na China, uma das apostas mais ousadas é instalar centros de processamento de dados no fundo do mar, usando a água do oceano como sistema natural de resfriamento.
O primeiro data center submarino comercial do país já opera a cerca de 35 metros de profundidade na costa da província de Hainan. A estrutura utiliza cápsulas seladas com servidores que são resfriados pela água do mar, diminuindo significativamente a necessidade de ar-condicionado e outros sistemas de refrigeração tradicionais.
Segundo especialistas, o uso do oceano para dissipar calor pode reduzir o consumo de energia entre 30% e 60%, além de liberar espaço em terra para outras atividades. Alguns projetos também utilizam energia eólica offshore para alimentar as instalações, tornando a operação mais eficiente e com menor emissão de carbono.
A iniciativa faz parte da estratégia chinesa para sustentar a expansão da IA e da computação em nuvem, setores que exigem enorme capacidade de processamento e cada vez mais energia. Apesar do potencial, pesquisadores alertam que ainda é necessário avaliar impactos ambientais e desafios técnicos das instalações submersas.

