A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu a meta de eliminar o câncer de colo do útero como problema de saúde pública até 2030, reduzindo a incidência da doença a níveis muito baixos. No Brasil, embora o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça vacinação contra o HPV, exame preventivo e tratamento, o país ainda não alcança as metas de cobertura vacinal nem mantém um rastreamento capaz de alcançar todas as mulheres que precisam.
Segundo especialistas, a cobertura da vacina contra o HPV permanece abaixo dos 90% recomendados, especialmente entre meninos e em áreas de maior vulnerabilidade social. A baixa adesão está associada à desinformação, notícias falsas sobre efeitos adversos e dificuldades de acesso aos postos de saúde.
Entre mulheres adultas, o principal desafio é o rastreamento desorganizado. Enquanto algumas realizam o exame preventivo fora da faixa etária indicada ou com frequência maior que a recomendada, outras nunca foram testadas. Além disso, atrasos entre suspeita, confirmação do diagnóstico e início do tratamento podem permitir a progressão da doença, que poderia ser evitada ou tratada em estágios iniciais.

