Com o objetivo de qualificar o atendimento a recém-nascidos na rede pública, o Ministério da Saúde anunciou a abertura de 310 vagas para a Especialização em Enfermagem Neonatal voltada a profissionais que atuam em unidades neonatais de referência do Sistema Único de Saúde (SUS).
As inscrições estarão abertas de 16 de março a 6 de abril, por meio da plataforma SIGA-LS, e priorizam profissionais das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior déficit de enfermeiros especializados na área.
A formação conta com investimento de R$ 2,6 milhões do governo federal e será executada pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). O curso terá duração de 14 meses e integra o Programa Agora Tem Especialistas.
Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a iniciativa busca fortalecer a formação profissional dentro do SUS. De acordo com ele, a medida também contribui para ampliar a qualidade dos serviços oferecidos à população.
Ao todo, as 310 vagas estão distribuídas entre 64 hospitais em 36 municípios brasileiros. Desse total, 206 vagas (66%) são destinadas às capitais e 104 vagas (34%) a municípios do interior.
A divisão regional prevê:
- 182 vagas para o Nordeste
- 72 vagas para o Norte
- 56 vagas para o Centro-Oeste
O edital também reserva 172 vagas para ações afirmativas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da formação especializada em enfermagem neonatal permite identificar precocemente riscos em recém-nascidos, além de garantir manejo clínico adequado e intervenções seguras, o que pode contribuir para reduzir óbitos evitáveis.
Investimentos na formação em saúde da mulher
Além da especialização neonatal, o Ministério da Saúde também investiu na formação de profissionais voltados à saúde materna. Em 2025, foram destinados R$ 17 milhões para a Especialização em Enfermagem Obstétrica – Rede Alyne.
O curso reúne 760 profissionais de enfermagem e é realizado em parceria com 38 instituições de ensino superior e escolas de saúde pública. A formação é executada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (ABENFO).
Nesse programa, a maior parte dos profissionais aprovados está no Nordeste, com 264 participantes (35%) distribuídos em 368 municípios. Também há presença nos nove estados da Amazônia Legal, com 194 vagas ofertadas.
Segundo o ministério, a prioridade para profissionais que atuam em áreas do interior busca ampliar o acesso à formação especializada e reduzir desigualdades regionais na assistência à saúde.

