Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (19) após uma escalada de ataques a instalações energéticas no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência global, ultrapassou os US$ 115, atingindo o maior nível em mais de uma semana.
Segundo informações do g1, a alta ocorre após o Irã lançar ataques contra estruturas de energia em países como Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Kuwait. A ação foi uma resposta ao ataque de Israel ao campo de South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo.
Por volta das 7h52 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent subiam 6,58%, cotados a US$ 114,45 por barril, após atingirem pico de US$ 115,10 durante a sessão. Já o petróleo WTI, referência dos Estados Unidos, avançava 1,05%, a US$ 96,46, depois de ter chegado a US$ 100,02 mais cedo.
A tensão também impactou o mercado de gás natural. Na Europa, os contratos futuros registravam alta de cerca de 16% por volta das 8h20, após chegarem a subir até 35% anteriormente.
Ainda de acordo com o g1, os ataques causaram danos relevantes à infraestrutura energética. A estatal QatarEnergy informou que mísseis iranianos atingiram a cidade industrial de Ras Laffan, responsável por processar aproximadamente um quinto do gás natural liquefeito (GNL) consumido no mundo.
Na Arábia Saudita, um porto de petróleo localizado no Mar Vermelho também foi atingido. No Kuwait, duas refinarias da estatal sofreram incêndios após ataques com drones.
O cenário eleva preocupações sobre o abastecimento global de energia, já que a região é estratégica para a produção e exportação de petróleo e gás.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país não teve envolvimento nos ataques e que também não possuía conhecimento prévio das ações. Ele declarou ainda que Israel não deve realizar novos ataques ao campo de South Pars.
Diante da escalada do conflito, o governo norte-americano avalia o envio de mais tropas ao Oriente Médio. Entre as possibilidades discutidas estão ações para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota fundamental para o transporte global de petróleo.
Fontes ouvidas pela Reuters indicam que também está em análise uma operação envolvendo a Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do Irã — uma medida considerada de alto risco devido à capacidade militar iraniana.
Os desdobramentos do conflito seguem pressionando os mercados internacionais e ampliando a volatilidade nos preços da energia.

