O governo do Paquistão entregou ao Irã uma proposta dos Estados Unidos para possíveis negociações voltadas à redução das tensões no Golfo. Segundo informações da agência Reuters, autoridades iranianas indicaram que tanto o Paquistão quanto a Turquia estão sendo considerados como locais para sediar eventuais conversas diplomáticas.
De acordo com a reportagem, um alto funcionário iraniano afirmou, sob condição de anonimato, que há sinais de que Teerã pode avaliar propostas diplomáticas, apesar de manter publicamente a posição de que não há negociações em andamento com o governo do presidente Donald Trump.
A proposta norte-americana, cujos detalhes não foram divulgados oficialmente, pode estar relacionada a um plano de 15 pontos já citado anteriormente pela Reuters. Entre os possíveis termos discutidos estariam a retirada de estoques de urânio altamente enriquecido do Irã, a interrupção do enriquecimento nuclear, limitações ao programa de mísseis balísticos e o fim do apoio a aliados regionais.
Enquanto isso, o cenário militar segue ativo. Fontes ouvidas pela Reuters informaram que o Pentágono avalia enviar milhares de tropas aerotransportadas para o Golfo, ampliando a presença militar dos Estados Unidos na região. Já Israel mantém operações militares em andamento e demonstrou ceticismo quanto à aceitação iraniana de possíveis պայմանamentos.
Apesar das movimentações diplomáticas, autoridades iranianas continuam negando qualquer negociação. O porta-voz do comando militar conjunto do país afirmou que não haverá acordo com os Estados Unidos “nem agora, nem nunca”. Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que não há confiança na diplomacia norte-americana, classificando ações recentes como uma “traição”.
No campo econômico, sinais de possível abertura diplomática impactaram os mercados globais. O preço do petróleo recuou e bolsas de valores apresentaram recuperação após relatos sobre o envio da proposta americana, refletindo a expectativa de redução do conflito, que já dura quase quatro semanas e afeta o fornecimento global de energia.
Mesmo com a possibilidade de diálogo, ataques continuam sendo registrados. Israel mantém ofensivas aéreas contra alvos no Irã, enquanto forças iranianas seguem lançando drones e mísseis contra Israel e bases de aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio.
A situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, também permanece crítica. O Irã afirmou à ONU que embarcações “não hostis” podem transitar pela região mediante coordenação, mas, na prática, o tráfego segue bastante restrito.
As informações são da Reuters.

