O governo federal propôs a concessão de um subsídio de até R$ 1,20 por litro de diesel importado como medida para atenuar a alta nos preços do combustível no país. A iniciativa ocorre em meio à elevação do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Pelo modelo apresentado, o valor será dividido entre a União e os estados, com R$ 0,60 custeados por cada parte, por um período inicial de dois meses. O custo total estimado da medida é de R$ 3,2 bilhões.
O objetivo do programa é reduzir os impactos do aumento do diesel sobre a economia e o cotidiano da população, especialmente diante da volatilidade dos preços internacionais. O subsídio foi estruturado para ficar próximo do valor médio do ICMS sobre o combustível, estimado em R$ 1,17 por litro.
Além dessa ação, o governo federal já havia zerado a cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel importado, com impacto estimado de R$ 0,32 no preço. Também foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores que comercializarem o produto abaixo de um preço teto definido, que varia entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro, conforme a região.
As medidas ocorrem em um cenário de alta do petróleo, em parte devido ao conflito envolvendo o Irã e os Estados Unidos. A região do estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás, é considerada estratégica para o abastecimento global.

