A temporada de infecções virais começou mais cedo em 2026 e já provoca aumento expressivo de casos no Brasil. Segundo informações da Veja, com base no boletim InfoGripe da Fiocruz, há alta de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, impulsionada principalmente por influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR) e rinovírus.

Entre 22 e 28 de março, os casos positivos foram liderados pelo rinovírus (45,3%), seguido por influenza A (27,4%), VSR (17,7%), Sars-CoV-2 (7,3%) e influenza B (1,5%). As mortes foram causadas principalmente pela gripe: 36,9% por influenza A e 2,5% por influenza B.
O avanço das doenças também impactou o consumo de medicamentos. Dados da Impulso, empresa ligada à RD Saúde (Raia e Drogasil), indicam crescimento de 44% na procura por antigripais, expectorantes, descongestionantes e remédios para garganta entre fevereiro e março, na comparação com 2025. O maior aumento foi registrado nos antigripais (55%).
A vacinação segue como principal forma de prevenção contra casos graves e mortes. A campanha nacional contra a gripe começou no fim de março e vai até 30 de maio, com foco em grupos prioritários como crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.
Ainda de acordo com a Veja, o vírus da covid-19 continua em circulação, reforçando a importância da vacinação e de medidas como higiene das mãos, uso de máscaras e evitar aglomerações durante períodos de maior circulação viral.

