A exposição ao sol é uma das principais formas de estimular a produção de vitamina D no organismo, substância associada à saúde óssea, imunidade e redução do cansaço. Segundo o endocrinologista José Antonio Miguel Marcondes, a vitamina D funciona como um hormônio produzido a partir do colesterol quando a pele recebe luz solar.

A recomendação citada é de cerca de 140 minutos semanais de exposição solar, divididos ao longo dos dias. Caminhar ao ar livre com braços expostos e aproveitar pequenos períodos de sol durante a rotina também podem contribuir para a produção da vitamina.
Os horários considerados mais adequados são antes das 10h e após as 16h, quando a radiação ultravioleta tende a ser menos intensa.
Alimentação também influencia os níveis da vitamina
Além do sol, alguns alimentos podem ajudar na ingestão de vitamina D, como:
- Salmão
- Atum
- Ovos
- Fígado bovino
- Óleo de fígado de bacalhau
Especialistas alertam que a suplementação não deve ser iniciada sem avaliação médica. A deficiência precisa ser confirmada por exame de sangue.
Deficiência nem sempre está relacionada apenas à falta de sol
O material também destaca que baixos níveis de vitamina D podem estar associados a problemas digestivos e hepáticos. Como a vitamina é lipossolúvel, sua absorção depende da digestão adequada de gorduras, do funcionamento intestinal e da produção de bile pelo fígado.
Quadros de inflamação intestinal, diarreia crônica, esteatorreia e doenças hepáticas podem dificultar a absorção e o metabolismo da vitamina, mesmo em pessoas que tomam sol regularmente.
Sintomas podem indicar má absorção
Entre os sinais citados que podem sugerir má absorção estão:
- diarreia crônica;
- distensão abdominal;
- perda de peso sem explicação;
- deficiência de ferro, vitamina B12 ou cálcio;
- dores abdominais recorrentes;
- fadiga associada a doenças intestinais ou hepáticas.
Estudos analisam relação entre inflamação intestinal e vitamina D
Uma pesquisa publicada em 2021 reuniu 17 ensaios clínicos envolvendo pacientes com doença intestinal inflamatória. O levantamento observou aumento dos níveis sanguíneos de vitamina D após suplementação oral e possível redução de marcadores inflamatórios, embora sem melhora conclusiva da atividade da doença.
Outro estudo citado aponta que a deficiência de vitamina D é frequente em pessoas com doenças hepáticas crônicas, reforçando a relação entre o metabolismo hepático e os níveis da substância no organismo.
Avaliação médica é recomendada
Especialistas ressaltam que tomar mais sol nem sempre resolve todos os casos de deficiência. Quando há alterações intestinais ou hepáticas, o tratamento depende do controle da condição associada e do acompanhamento médico periódico.
O conteúdo reforça que sintomas persistentes e alterações nos exames devem ser investigados por profissionais de saúde.
Com informações da Tua Saúde e Viva Bem.


