Com o avanço dos casos de sarampo nos países que irão sediar a Copa do Mundo de 2026, especialistas reforçam a importância da vacinação antes de viagens internacionais. Estados Unidos, Canadá e México registraram aumento expressivo da doença desde 2025, segundo autoridades de saúde.
O Mundial organizado pela FIFA terá 48 seleções e jogos em 16 cidades-sede, o que deve ampliar a circulação de turistas em aeroportos, hotéis, estádios e eventos.
Dados divulgados por órgãos internacionais apontam que o México ultrapassou 17 mil casos confirmados de sarampo em 2026. Estados Unidos e Canadá também enfrentam surtos da doença.
No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou, até o momento, três casos de sarampo em 2026: dois no estado de São Paulo — um importado da Bolívia e outro da Guatemala — e um no Rio de Janeiro, de fonte desconhecida. Diante do cenário internacional, estados brasileiros intensificaram os alertas sobre a necessidade de atualização da carteira vacinal antes de viagens ao exterior.
Segundo a infectologista e docente do curso de Medicina do Centro Universitário de Jaguariúna, Dra. Tânia Lossavaro, o sarampo é uma doença de alta transmissibilidade.
“A transmissão do sarampo acontece pelo ar e a pessoa pode se contaminar ao dividir ambientes fechados com alguém infectado, mesmo sem contato direto”, afirma a especialista.
Os sintomas iniciais incluem febre alta, tosse seca, coriza e conjuntivite. Em seguida, surgem manchas vermelhas pelo corpo. Em alguns casos, a doença pode evoluir para complicações graves, como pneumonia e encefalite.
A recomendação segue o calendário vacinal do Ministério da Saúde. Crianças de 6 a 11 meses que irão viajar para áreas com circulação ativa do vírus devem receber a chamada “Dose Zero” da vacina contra o sarampo, além de uma dose extra em situações de maior risco.
Para crianças a partir de 12 meses até adultos de 29 anos, a orientação é manter o esquema completo com duas doses da vacina tríplice viral. Adultos entre 30 e 59 anos devem ter pelo menos uma dose comprovada.
“A vacina deve ser aplicada preferencialmente com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem, para que o organismo tenha tempo adequado de produzir proteção”, orienta Dra. Tânia.
As autoridades também recomendam atenção após o retorno ao Brasil. Pessoas que apresentarem febre e manchas vermelhas pelo corpo até 21 dias após viagens internacionais devem procurar atendimento médico e informar o histórico de deslocamento.
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