Eduardo Bolsonaro é condenado pelo STF a 4 anos e 2 meses de prisão; Moraes cita repasse via Pix ao definir multa – Jornal O Democrata

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi unânime e repercutiu também na imprensa internacional.

Segundo informações publicadas pelo g1, a acusação sustenta que Eduardo Bolsonaro teria articulado, nos Estados Unidos, ações de pressão e possíveis retaliações contra autoridades brasileiras com o objetivo de interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), investigado por tentativa de golpe de Estado.

Moraes cita situação econômica ao fixar multa

De acordo com reportagem da CNN Brasil, além da pena de prisão, o ministro Alexandre de Moraes fixou uma multa correspondente a 50 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos, totalizando cerca de R$ 162 mil.

Ainda segundo a CNN, Moraes afirmou que a situação econômica de Eduardo Bolsonaro justificaria a aplicação da penalidade nesse valor. No voto, o ministro mencionou o repasse de recursos feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ao filho.

Conforme a emissora, Bolsonaro declarou em maio de 2025 ter enviado R$ 2 milhões a Eduardo Bolsonaro. Posteriormente, em depoimento à Polícia Federal, informou que os recursos tiveram origem em doações realizadas por apoiadores em 2023.

Repercussão internacional

Segundo levantamento publicado pelo g1, a condenação teve ampla repercussão em veículos de imprensa internacionais.

O jornal britânico The Guardian destacou que Eduardo Bolsonaro se mudou para os Estados Unidos em 2025 e buscou apoio político para o pai durante o período em que permaneceu no país. O veículo também mencionou o bloqueio de contas e bens determinado pelo STF no ano passado.

Já o jornal The Times publicou reportagem sob o título que relaciona a condenação à atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos em defesa do pai.

Ainda conforme o g1, a emissora Al Jazeera classificou a decisão como mais um revés jurídico para a família Bolsonaro, enquanto a NBC News informou que a defesa do ex-deputado contesta a condenação e afirma não haver provas suficientes para sustentá-la.

A agência Reuters destacou que a decisão torna Eduardo Bolsonaro inelegível por oito anos e relembrou que a Câmara dos Deputados já havia declarado a perda de seu mandato após faltas a sessões deliberativas.

Defesa contesta condenação

Segundo a NBC News, citada pelo g1, os advogados de Eduardo Bolsonaro discordam do resultado do julgamento e sustentam que não existem elementos suficientes para justificar a condenação.

Até o momento, o STF mantém a decisão proferida pela Primeira Turma, que condenou o ex-deputado pelo crime de coação no curso do processo.

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