A Coreia do Sul acionou pela primeira vez o nível máximo de alerta para calor extremo após uma intensa onda de calor atingir regiões do sudeste do país. A informação foi divulgada pela Administração Meteorológica da Coreia (KMA) e repercutida pelo Terra.
Segundo a diretora da agência meteorológica, Lee Mi-seon, o alerta foi emitido às 10h deste domingo (12) para as cidades de Gyeongsan e Pohang, localizadas na parte sul da província de Gyeongsang do Norte.
A categoria máxima de alerta foi criada neste ano pelo serviço meteorológico sul-coreano diante da expectativa de eventos climáticos extremos associados às mudanças climáticas.
Quando o alerta máximo é acionado
De acordo com a KMA, o novo nível de alerta entra em vigor quando uma região registra temperatura aparente de pelo menos 35°C durante dois dias consecutivos ou quando o índice de calor alcança 39°C em um único dia.
As áreas afetadas registraram temperaturas aparentes superiores a 35°C na sexta-feira e no sábado, enquanto a previsão para este domingo indicava pelo menos 38°C.
Durante entrevista coletiva, Lee Mi-seon afirmou que o alerta máximo representa condições nas quais até pessoas saudáveis enfrentam risco significativamente maior de problemas graves de saúde relacionados ao calor, incluindo doenças provocadas pelas altas temperaturas e morte.
A orientação das autoridades é que, enquanto o alerta estiver vigente, sejam interrompidas, sempre que possível, todas as atividades ao ar livre, incluindo trabalho e práticas esportivas.
Grande parte do país segue sob alerta
Embora o nível máximo tenha sido decretado apenas para duas cidades, grande parte da Coreia do Sul permanece sob outras categorias de alerta de calor.
Dados da KMA mostram que a média anual de dias de onda de calor no país aumentou nas últimas décadas. Na década de 1970, a média era de oito dias por ano. Nos últimos cinco anos, esse número passou para 19 dias anuais. A classificação considera os dias em que a temperatura máxima atinge pelo menos 33°C.
Ondas de calor atingem diferentes regiões do mundo
Conforme destacado pelo portal de notícias Terra, episódios de calor extremo também têm sido registrados em outras partes do planeta.
Nos Estados Unidos, cerca de 44 milhões de pessoas enfrentam uma onda de calor, com temperaturas máximas previstas entre 38°C e 43°C em diversos estados.
Na Europa Ocidental, a região enfrenta a terceira onda de calor do ano após registrar o mês de junho mais quente de sua história. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o calor extremo provocou pelo menos 1.300 mortes desde 21 de junho.
Na França, aproximadamente 24 milhões de pessoas estão sob alerta máximo para calor, de acordo com levantamento da AFP com base em dados do Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee). No sábado, as temperaturas variaram entre 37°C e 40°C.
Temperatura global e oceanos registram marcas elevadas
O material também informa que os oceanos registraram em junho as temperaturas mais altas já observadas globalmente. O período coincide com o desenvolvimento do fenômeno El Niño, que deve se intensificar no Pacífico tropical.
Ainda em junho, a temperatura média global ficou 1,39°C acima dos níveis pré-industriais, considerando como referência o período entre 1850 e 1900.
Com informações do Terra.


