Uma operação da Auditoria-Fiscal do Trabalho resgatou dois homens submetidos a condições análogas à escravidão em um sítio na zona rural de Cotia, na Grande São Paulo. A fiscalização identificou graves violações trabalhistas e condições precárias de moradia.
Trabalhadores estavam sem vínculo formal
As vítimas, de 40 e 59 anos, realizavam atividades agrícolas como plantio, roçagem, colheita e aragem do solo.
O trabalhador de 59 anos, natural da Bahia, atuava na propriedade havia oito anos e, segundo o relatório da fiscalização, não tinha direito a férias. O outro trabalhador, morador da região, estava no sítio havia pouco mais de um mês, mas já havia prestado serviços anteriormente no local.
Moradia tinha condições degradantes
A fiscalização constatou que os trabalhadores viviam em barracos sem banheiros. Para fazer suas necessidades fisiológicas, precisavam se deslocar até uma área de mata.
Os banhos eram realizados a céu aberto, com água fria, na frente dos alojamentos.
Os locais também não tinham camas nem armários para que os trabalhadores pudessem guardar seus pertences pessoais.
Além das condições de moradia, a fiscalização constatou ausência de vínculo formal e remuneração irrisória, conforme o relatório da operação.


