Termina a Festa de São Roque, seguem os comentários – Jornal O Democrata

Vivemos mais uma Festa de São Roque e, desde segunda-feira, está no ar aquele clima de “terceiro tempo”, com os comentários sobre tudo o que aconteceu. Tem crítica, elogio e gente que apenas observa. As edições do Jornal O Democrata publicadas logo após a Festa de São Roque apresentam balanços das comemorações Nesta edição, o Arquivo Vivo volta 50 anos no tempo com as Festas de Agosto de 1976.

Jornal O Democrata e o balanço das Festas de Agosto 1976

A Crônica Social registrou mais uma presença da ex-primeira-dama Leonor Mendes de Barros (1905/1992) esposa de Adhemar de Barros, que como de costume hospedou-se na residência de Heitor Rino Boccato. Dona Leonor em várias oportunidades em São Roque. Em 1976, acompanhada da amiga Carmem Mandia e das secretárias Paulina e Elia. Por sua vez, dona Amasilia Ribeiro Lopes recebeu o prefeito de Indaiatuba, Romeu Zerbini, e esposa.

Colunista Ricardo Itagiba Budemberg diz que Festa de São Roque 1976 superou a Festa do Vinho em organização e segurança

A coluna São Roque Tempos, de R. Itagiba B. (Ricardo Itagiba Budemberg), destacou em um dos tópicos: “A FESTA DE SÃO ROQUE FOI… um verdadeiro sucesso, como dizem os sanroquenses mais idosos”. E prosseguiu: “Estava até parecendo os bons tempos. Essa tremenda decoração feita nas ruas Rui Barbosa e Marechal Deodoro estava simplesmente espetacular, digna da passarela de um Rei, parabéns aos esforçados organizadores”. Era uma referência aos tapetes de rua, que começaram a ser confeccionados no ano anterior, 1975, por iniciativa de Vasco Barioni. O colunista fez uma comparação com a Festa do Vinho: “Esta festa deixou a Festa do Vinho no ‘pé do chinelo’: nada de bêbados, andantes, brigas, batedores de carteira, ladrões e etc… é simplesmente uma festa familiar e o tipo de visitante ‘futuros turistas’”.

Inezita Barroso, Adoniran Barbosa, maestro Eleazar de Carvalho e Abílio Manoel (sentido horário) atrações na Festa de São Roque 1976

Na reportagem “Espetáculo de fé, cultura e alegria. Sucesso nos festejos de Agosto – 76”, o jornal registrou que “durante o transcorrer da Semana Sanroquense (11 a 16 de agosto) a programação motivou a todos. ”Na Praça da Matriz houve apresentações de nomes famosos do mundo artístico nacional, como Abílio Manoel [ganhador do II Festival Universitário com a música “Pena Verde”], Adoniran Barbosa, Conjunto de Seresta “Os Saudosistas”, Conjunto Sertanejo e Repentistas, Inezita Barroso, além da Banda de Itu, Coral da Polícia Militar e Banda do 7º Batalhão da Polícia Militar. Na noite de 16 de agosto, apresentação da Orquestra Sinfônica Estadual, sob a regência do maestro Eleazar de Carvalho. Uma programação de alto nível.

MONSENHOR SILVESTRE MURARI

No dia 16, com a Igreja Matriz repleta, foi rezada a Missa Solene de São Roque em Ação de Graças pelas Bodas de Ouro da Ordenação de Monsenhor Silvestre Murari, abrilhantada pelo Coro do Hospital das Clínicas. O regente do coral, Affonso Pegoraro, é o autor da música “São Roque, o peregrino” (1975).

Ao meio-dia, uma longa salva de morteiros se fez ouvir, com o espoucar dos fogos partindo de todos os pontos da cidade, “realmente num verdadeiro sinal de confraternização”. Em 2026, esse barulho todo certamente sofreria inúmeras críticas. Na procissão de São Roque, palmas, orações, flores, chuva de papel picado e muitos brados de “Viva, São Roque!”. Os papéis picados saíram de cena com o passar dos anos. Os tapetes de rua eram chamados de “artísticos quadros invocativos a São Roque”, num trabalho com areia colorida, serragem, tampinhas de mel e flores naturais, entre outros materiais.

A Paróquia de São Roque pertencia à Arquidiocese de São Paulo, o cardeal-arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns, figura de destaque no cenário nacional sempre marcava presença na missa e na procissão. Hoje, São Roque pertence à Diocese de Osasco e o bispo Dom Frei João Bosco Barbosa de Sousa não tem participado da procissão de São Roque.

Em 1976, os casais de festeiros Alcides Rolim e Dirce Parisi Rolim e Dirceu de Arruda e Mariza Guzzon de Arruda receberam os agradecimentos pelo êxito alcançado. Há 50 anos, eram anunciados como festeiros do ano seguinte Ilário Mariucci e Helena Salvetti Mariucci e o professor Osmar de Castro Boccato e doutora Durcema Judith Villaça Boccato, “que foram efusivamente aplaudidos pela compacta massa popular”.

A cerimônia religiosa foi conduzida pelo vigário padre Peter Fenech (Padre Pedro), com a participação das bandas 7 de Setembro, Liberdade e Carlos Gomes. O prefeito de São Roque, Jarbas de Moraes (1972/76), recebeu cartas e telegramas do senador Orestes Quércia, do governador Paulo Egydio Martins, do vice-governador Manoel Gonçalves Ferreira Filho e do prefeito de São Paulo, Olavo Egydio Setubal.

Vander Luiz

Jornal O Democrata São Roque

Fundado em 1º de Maio de 1917

odemocrata@odemocrata.com.br
Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 04
Centro - São Roque - SP
CEP 18130-070
Copyright 2026 - O Democrata - Todos os direitos reservados | Política de Privacidade
Os textos são produzidos com modelo de linguagem treinado por OpenAI e edição de Rodrigo Boccato.