Wanderlei da Qualiser celebra novo avanço da Lei dos Psicólogos e Assistentes Sociais nas Escolas e agradece a todos que acreditaram na iniciativa

A sessão da Câmara Municipal desta semana teve um significado especial para o vereador Wanderlei da Qualiser. Mais do que a aprovação de uma adequação orçamentária, o momento representou mais um importante passo para que um projeto pelo qual vem lutando desde o início do mandato possa finalmente chegar às escolas municipais de São Roque.
O projeto encaminhado pelo Executivo prevê, entre suas finalidades, a celebração de Termo de Colaboração entre o Município e uma Organização da Sociedade Civil para o cumprimento da Lei Municipal nº 5.969/2025, que dispõe sobre os serviços de Psicologia e Serviço Social nas escolas municipais.
Para Wanderlei, é difícil falar desse momento sem emoção.
“Muitas pessoas disseram que seria difícil, que eu não conseguiria, que aprovar uma lei era uma coisa e conseguir colocá-la em prática seria outra. E realmente não foi fácil. Mas eu acreditei, trabalhei e, acima de tudo, confiei em Deus e nas pessoas. Hoje, quando vejo o Executivo adotando as providências para que essa lei aconteça, meu sentimento é de gratidão.”
A caminhada começou muito antes da aprovação da lei. Foram estudos, reuniões e conversas com psicólogos, assistentes sociais, profissionais ligados à universidade, estudantes e pessoas que vivenciam diariamente a realidade das escolas. O vereador buscou aprofundar seus conhecimentos sobre o tema e concluiu inclusive uma pós-graduação em Psicologia Escolar.
Depois veio o apoio dos vereadores para aprovação do projeto e um gesto que Wanderlei faz questão de reconhecer: a decisão do prefeito Guto Issa de sancionar a lei e, posteriormente, trabalhar junto ao Executivo para criar as condições necessárias à sua implantação.
“Tenho uma gratidão muito especial ao prefeito Guto. Ele teve sensibilidade para compreender o propósito da lei, sancionou o projeto e não parou ali. Hoje vemos o Executivo trabalhando para encontrar o caminho administrativo para que ela efetivamente funcione. Uma lei sozinha não muda a vida de ninguém. Ela precisa sair do papel. E reconhecer quem está ajudando para que isso aconteça também é uma questão de justiça.”
Wanderlei também agradece aos vereadores que apoiaram a iniciativa, aos deputados que contribuíram na busca por recursos, aos profissionais que participaram das discussões e a todas as pessoas que acreditaram no projeto.
Durante essa caminhada, um encontro inesperado reforçou ainda mais sua convicção.
Certo dia, a caminho de Sorocaba, Wanderlei conheceu uma psicóloga e comentou sobre a proposta. Ela então lhe contou uma experiência que havia vivido em uma escola.
Ao entrar em uma sala de aula, a profissional percebeu uma criança sentada separada dos demais alunos. Ao perguntar o motivo, ouviu que era um menino considerado problemático, agressivo com os colegas e que chegava a dizer que, quando crescesse, mataria policiais.
Em vez de se afastar, a psicóloga decidiu se aproximar.
Durante a primeira conversa, o garoto teria olhado para ela e dito:
“Nem perca seu tempo comigo.”
A resposta daquela profissional marcou Wanderlei:
“Eu não estou perdendo meu tempo com você. Estou ganhando.”
Ela explicou à criança que, apesar das dificuldades e das dores que carregamos, todos podemos encontrar forças para escrever uma história diferente.
Ao aprofundar o acompanhamento, a profissional descobriu que aquele comportamento escondia uma história familiar muito difícil. O menino havia presenciado a prisão do pai e carregava consigo revolta, medo e sentimentos que ainda não conseguia compreender.
Com acompanhamento, escuta e acolhimento, segundo o relato da psicóloga, aquela criança começou a mudar. Meses depois, a própria escola percebia um aluno diferente, mais dedicado aos estudos e com uma nova maneira de enxergar a própria vida.
Para Wanderlei, aquela história resume o verdadeiro propósito da lei.
“Às vezes enxergamos uma criança agressiva, indisciplinada ou com dificuldade de aprendizagem e não sabemos o que existe por trás daquele comportamento. Talvez exista uma dor que ninguém percebeu. Talvez ela esteja apenas esperando alguém preparado para olhar nos seus olhos e dizer: ‘eu acredito em você’.”
É justamente essa possibilidade que emociona o vereador ao imaginar a implantação do trabalho em São Roque.
“Eu penso nos nossos filhos e nos nossos netos. Penso em uma criança que poderá ser ouvida antes que um problema se torne maior. Penso no professor que terá profissionais capacitados ao seu lado. Penso nas famílias que poderão receber orientação. E penso também nos profissionais da Psicologia e do Serviço Social que terão a oportunidade de colocar seu conhecimento a serviço das nossas crianças e da educação pública.”
Wanderlei ressalta que ainda existem etapas administrativas até que o serviço esteja efetivamente funcionando nas escolas e afirma que continuará acompanhando cada uma delas. Mas considera que o avanço desta semana mostra que aquilo que nasceu como um projeto está cada vez mais próximo de se transformar em realidade.
“É um daqueles momentos em que a gente olha para trás e pensa: valeu a pena acreditar. Valeu a pena estudar. Valeu a pena fazer reunião, buscar recurso, ouvir as pessoas, insistir e não desistir.”
E conclui:
“Agradeço primeiro a Deus. Agradeço aos vereadores, ao prefeito Guto e sua equipe, aos deputados, aos profissionais da Psicologia e do Serviço Social, às universidades, aos estudantes e a cada pessoa que colocou um pouco de si nessa caminhada. Este projeto não é de situação ou de oposição, não pertence a uma pessoa ou a um partido. Ele tem um propósito muito maior: cuidar da geração que vem depois de nós. Se conseguirmos ajudar uma criança a transformar sua dor em força e a acreditar novamente no seu futuro, tudo já terá valido a pena.”


