Ministério da Saúde distribui mais de 222 milhões de doses de vacinas em 2026 – Jornal O Democrata

O Ministério da Saúde distribuiu mais de 222 milhões de doses de vacinas em todo o Brasil em 2026. A informação foi divulgada pela pasta em 16 de outubro, às vésperas do Dia Nacional da Vacinação, celebrado em 17 de outubro.

Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), a população tem acesso gratuito a vacinas que protegem contra mais de 20 doenças. O governo federal também presta apoio técnico a estados e municípios para a execução das ações de imunização.

Como consultar a situação vacinal

O Ministério da Saúde orienta a população a conferir a caderneta de vacinação e verificar se há doses em atraso. Quem identificar pendências deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência, preferencialmente com a caderneta, para receber orientações sobre as vacinas indicadas para cada idade e situação de saúde.

A ausência da caderneta não impede a vacinação. O histórico de doses registradas também pode ser consultado gratuitamente pelo aplicativo ou pela versão web do Meu SUS Digital, com acesso por meio da conta Gov.br.

Cobertura vacinal infantil apresenta avanços

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), desde 2023 houve aumento na cobertura das 16 vacinas do calendário infantil, acompanhado de uma redução de 86% no número de crianças não vacinadas.

Em 2025, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, chegou a 93,10% no Brasil.

Outro resultado mencionado pelo Ministério da Saúde foi a recuperação, em 2024, do certificado de país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo. O reconhecimento foi mantido desde então. O Brasil havia perdido esse status em 2019, período em que foram registrados mais de 20 mil casos da doença.

Dados divulgados pela OMS e pelo Unicef em 14 de julho também apontaram uma redução no número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente: de 360 mil, em 2023, para 50 mil, em 2025, uma queda de aproximadamente 90%.

Ministério alerta para casos de sarampo nas Américas

A circulação do sarampo nos Estados Unidos e em outros países das Américas é apontada pelo Ministério da Saúde como motivo de atenção para o risco de introdução do vírus no Brasil.

De acordo com os dados apresentados pela pasta, os Estados Unidos registraram quase 4 mil casos confirmados em 2026, o maior número anual em mais de 35 anos, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Mais de 90% dos casos envolveram pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentraram 99,5% dos casos confirmados nas Américas em 2026.

No Brasil, foram confirmados 61 casos de sarampo importados ou relacionados à importação no mesmo ano.

A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente no SUS. O calendário prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Adolescentes e adultos que não foram vacinados também devem procurar uma UBS para verificar a situação vacinal.

Calendário Nacional de Vacinação teve atualizações

Entre 2023 e 2026, o Calendário Nacional de Vacinação passou por mudanças, incluindo a introdução da vacina contra a dengue no SUS, a adoção de dose única contra o HPV para o público de 9 a 14 anos, a oferta da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes e a inclusão de uma segunda dose de reforço da vacina inativada contra a poliomielite aos 4 anos.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) coordena as estratégias nacionais e oferece apoio técnico a estados e municípios. Entre as ações estão o envio regular de vacinas, o planejamento das campanhas, a identificação de áreas com baixas coberturas, a busca ativa de pessoas não vacinadas e mobilizações nacionais, como o Dia D.

A relação de imunizantes disponibilizados pelo SUS inclui vacinas contra poliomielite, sarampo, rubéola, caxumba, coqueluche, difteria, tétano, hepatites A e B, febre amarela, meningites, tuberculose, HPV e dengue, conforme a idade, o histórico vacinal e as condições de saúde.

O calendário também contempla vacinas destinadas a gestantes, como a que protege contra o vírus sincicial respiratório, principal causador de bronquiolite em bebês.

Com informações do Ministério da Saúde.

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