Ao olhar para o Brasil e para o cenário regional, especialmente a relação com a Venezuela, é possível observar dados que ajudam a entender a importância do comércio bilateral para o agronegócio e para a economia sul-americana como um todo.

Em 2025, de janeiro a novembro, o Brasil vendeu para a Venezuela US$ 474,5 milhões em produtos agropecuários, segundo dados do ComexStat, plataforma oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. O valor representa um crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2024.
Nesse intervalo, as exportações brasileiras para a Venezuela concentraram-se principalmente em alimentos e produtos primários, com destaque para:
- Açúcar e derivados
- Farinha de trigo
- Alimentos em geral
- Milho e farelo de soja
- Veículos
- Máquinas agrícolas
Por outro lado, o Brasil importa da Venezuela, sobretudo, fertilizantes e derivados de petróleo, itens estratégicos para o setor produtivo nacional, especialmente para o agronegócio.
Diante desses números, algumas perguntas se impõem:
- O comércio regional é importante?
- A Venezuela importa máquinas agrícolas do Brasil?
- O Brasil exporta insumos para a indústria alimentícia venezuelana?
Os dados indicam que sim.
A Venezuela ocupa atualmente a posição de 52º maior comprador das exportações brasileiras. Entre janeiro e novembro de 2025, o total exportado pelo Brasil ao país vizinho somou US$ 751 milhões, considerando todos os setores da economia.
Esses números reforçam um ponto central: quando há paz, diálogo e entendimento na região, os benefícios se estendem ao agronegócio, ao comércio regional e, consequentemente, ao comércio mundial. Relações estáveis favorecem cadeias produtivas, garantem abastecimento e estimulam investimentos.
Boa semana e até a próxima palavra Brasiliana.

