A Coreia do Norte e a China condenaram neste domingo (4) os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a detenção do presidente Nicolás Maduro, classificando a ação como violação grave da soberania e das normas internacionais. Em comunicado oficial, o governo norte-coreano afirmou que acompanha com atenção a situação no país sul-americano e criticou o que chamou de “ato de arbitragem” norte-americano, alertando para impactos negativos nas relações regionais e internacionais.
A China, aliada política e econômica de Caracas, pediu a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa, além de garantias de segurança pessoal, defendendo que a crise venezuelana seja resolvida por meio do diálogo e da negociação, sem interferência externa.
Na Venezuela, a Suprema Corte determinou que a vice-presidente Delcy Rodríguez assuma interinamente a Presidência da República, com base na Constituição, enquanto é definida a estrutura legal diante da ausência de Maduro. Em pronunciamento na TV estatal, Rodríguez repudiou a ação dos EUA, classificando-a como agressão.
Analistas avaliam que a crise e a ruptura do regime venezuelano podem gerar volatilidade de curto prazo nos mercados financeiros e no preço do petróleo, com efeitos limitados sobre o PIB brasileiro no médio e longo prazos, devido à baixa participação da Venezuela nas relações econômicas do Brasil.
Importância do tema:
O episódio amplia tensões diplomáticas internacionais, envolve potências globais e pode gerar impactos imediatos nos mercados financeiros e energéticos da região.

