Em 1986, obras da Fepasa na Ferrovia Mairinque-Santos e autorização para a construção do acesso à Castello e do Terminal Rodoviário – O Democrata

No dia 18 de janeiro de 1986, a Fepasa (Ferrovias Paulistas S/A) apresentou à imprensa do Interior a ligação Indaiatuba–Santos, passando por Mairinque e São Roque, executada pela CBPO (Companhia Brasileira de Projetos e Obras). O embarque ocorreu na Estação de Pirapitingui (Itu)  com destino a Samaritá (São Vicente), em um percurso de aproximadamente 150 quilômetros.

Fepasa apresenta trecho inicial da variante Campinas à Baixada Santista, ligação do Ramal Campinas com a Ferrovia Mairinque Santos. O Democrata (25/01/1986)

O presidente da Fepasa, Sebastião Hermano Leite Cintra, e o superintendente regional, Elias Paiva, apresentaram aos jornalistas e radialistas detalhes do trecho inicial compreendido entre as estações Helvétia (Indaiatuba) e Guaianã (Mairinque).

O Democrata (1º/02/1986) antecipa inicío das obras do acesso à Castello e Terminal Rodoviário

O jornalista André Luiz Boccato (Neco) assinou a reportagem “Trecho Pirapitingui–Samaritá: Fepasa e CBPO apresentam obras à imprensa do Interior”. Eu também vivi essa experiência, pela Rádio Universal de São Roque, na minha primeira viagem de trem.

Na edição seguinte (08/02/1986) a confirmação da autorização de duas obras em São Roque. Acesso inaugurado em 1988; rodoviária em 1990

A remodelação previa, em uma segunda etapa, a implantação de bitola mista (terceiro trilho) entre a Estação de Guaianã e a Baixada Santista, permitindo que os trens de carga de Araraquara e Bauru, de bitola larga, tivessem acesso mais rápido ao Porto de Santos. “Um investimento de 33,4 milhões de dólares, proveniente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Com a linha toda operando livremente, o corredor Uberaba–Santos aumentará em 70% o transporte de cargas na região”, afirmou o presidente da Fepasa.

Antonio Peroza (assessor Secretaria dos Transportes) mostra ao prefeito Mário Luiz autorização das obras, acompanhado dos vereadores José Antonio Sanches Dias (parte do rosto), Zé Balaio e Antonio Carlos Pereira Rios (presidente da Câmara)

Com a abertura dessa variante — trecho construído para melhorar as condições técnicas do traçado original — ocorreu a construção da nova Estação de Guaianã, já que traçado não atendeu a Estação de Mairinque.

“Para São Roque, as obras não trarão benefícios diretos, pois em nada mudará o sistema operacional da Estação de Canguera, que continuará operando normalmente. A Fepasa tem em mente desviar o tráfego de cargas da região metropolitana”, disse o presidente da empresa, que esperava a conclusão da obra em um ano. Por sua vez, o superintendente regional prometeu que a Estação de Brigadeiro Tobias seria transformada em um sofisticado terminal de cargas para o transporte de derivados de petróleo, além de um armazém alfandegário.

No Brasil, a construção de rodovias sempre teve prioridade quando se trata de investimentos em detrimento da ferrovia. A Fepasa enfrentou uma série de dificuldades até que a empresa estatal, criada em 1971 para incorporar diversas ferrovias paulistas, foi extinta em maio de 1998 e incorporada à Rede Ferroviária Federal. Atualmente, a variante Boa Vista (Campinas)–Guaianã (Mairinque) integra a Malha Paulista, com 4.186 quilômetros de extensão. É administrada pela Rumo Logística, a maior operadora de ferrovias de carga do Brasil, com cerca de 13,5 mil quilômetros de trilhos distribuídos pelos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Tocantins.

ACESSO À CASTELLO E TERMINAL RODOVIÁRIO
O Democrata, na edição de 1º de fevereiro de 1986, destacou em sua primeira página a manchete: “Acesso à Castello Branco e Terminal Rodoviário incluídos no Programa de Transportes”. O título antecipava a reunião com o governador Franco Montoro, marcada para o dia 4 daquele mês, quando seria anunciado o Programa de Transportes do Estado para o último ano de sua administração.

A construção do acesso de São Roque à Rodovia Castello Branco havia sido autorizada em 17 de dezembro de 1985. Já o Terminal Rodoviário tornou-se mais uma conquista da administração do prefeito Mário Luiz Campos de Oliveira, mesmo sem a definição de um local para a sua implantação.

Na edição da semana seguinte, nova manchete: “Aberta a concorrência do acesso à Castello. Confirmada a construção do Terminal Rodoviário”. A obra seria executada com recursos do ISTR (Imposto sobre Transportes Rodoviários).

A futura Rodovia Lívio Tagliasacchi — que o prefeito Mário Luiz desejava denominar “Barão de Piratininga”, história que fica para outra ocasião — foi inaugurada em janeiro de 1988 pelo governador Orestes Quércia. O Terminal Rodoviário, construído no Jardim Santa Tereza, ao lado da Delegacia de Polícia, entrou em funcionamento em 12 de janeiro de 1990 na administração do prefeito Zito Garcia.

Vander Luiz

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