Um ataque coordenado dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã na manhã deste sábado (28/2) provocou explosões em Teerã e em outras cidades iranianas, ampliando a tensão no Oriente Médio.
De acordo com a mídia estatal iraniana, bombardeios atingiram áreas próximas ao complexo onde vive o líder supremo Ali Khamenei. Imagens de satélite indicaram danos estruturais no local. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou haver “crescentes sinais” de que Khamenei “se foi”, sem detalhar o significado da declaração. Já o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse à imprensa americana que o líder estava vivo, segundo as informações que possuía.
A Agência de Notícias da República Islâmica informou que 85 pessoas morreram após um ataque atingir uma escola primária feminina em Minab, na província de Hormozgan. Outras 48 teriam ficado feridas. O Crescente Vermelho do Irã relatou mais de 200 mortos em todo o país, número que não pôde ser verificado de forma independente.
Após os bombardeios, o Irã lançou mísseis contra alvos no Catar, Bahrein, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Jordânia e Iraque. Instalações da Marinha dos EUA no Bahrein e áreas em Doha foram atingidas, segundo relatos locais. Os Emirados Árabes Unidos confirmaram a morte de um civil após a queda de destroços em Abu Dhabi.
Nos Estados Unidos, autoridades de segurança afirmaram estar monitorando potenciais ameaças internas e reforçaram a proteção em locais estratégicos.
O episódio ocorre em meio a negociações entre Teerã e Washington e marca uma escalada significativa no cenário geopolítico regional.

