Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, indica que o uso esporádico de maconha na adolescência já está associado a impactos negativos no cérebro, especialmente na saúde emocional e no rendimento escolar. A pesquisa analisou dados de mais de 160 mil estudantes entre 13 e 18 anos, coletados entre 2018 e 2022.

Os resultados mostram que adolescentes que relataram consumir cannabis uma ou duas vezes por mês apresentaram maiores índices de ansiedade, sintomas depressivos, comportamento impulsivo e dificuldades acadêmicas em comparação aos que nunca usaram a substância. Entre os jovens que consumiam quase diariamente, a probabilidade de obter notas baixas foi significativamente maior, além de maior afastamento das atividades escolares.
Segundo os pesquisadores, os efeitos são mais acentuados em adolescentes com menos de 16 anos, período em que o cérebro ainda passa por etapas críticas de desenvolvimento ligadas ao aprendizado, à tomada de decisões e à regulação emocional. Os autores destacam que não é necessário um uso frequente para que esses impactos apareçam.
Especialistas reforçam a importância de diálogo aberto entre pais e filhos, com informações claras sobre riscos reais, sem abordagens punitivas ou alarmistas.
Com informações da Revista Crescer.

